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Montenegro e Carneiro estão presos ao passado?

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Montenegro e Carneiro estão presos ao passado?

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E o "Venceré das Manhãs 360", que também pode acompanhar com imagem através das nossas redes sociais ou pelo site do Observador. E Luís, esta segunda-feira estão conosco a Helena Matos, o Miguel Pinheiro e o Rui Pedro Antunes.

E hoje vamos ainda recuperar o caso do jovem que matou a mãe em Algés no final da semana passada. Vamos falar ainda de rendas em atraso nas Forças Armadas, mas começamos pelas rentrées políticas que marcaram este fim de semana com os discursos na sexta-feira de Luís Montenegro e ontem à noite de José Luís Carneiro. Miguel, que sinal dá esta rentrée ou estes discursos para os meses que aí vêm?

Dá um sinal de que nem o primeiro-ministro, nem o líder do PS têm nada pra dizer ao país. Acho que aquilo a que nós assistimos no Pontal na sexta-feira e em Olhão ontem, foi dois líderes políticos que estavam ali por obrigação e que não têm nada de novo. A única coisa que está na cabeça deles é o país de há mais de 30 anos. Luís Montenegro voltou a falar de Aníbal Cavaco Silva e daquilo que foi feito em Portugal entre 85 e 95, e José Luís Carneiro prometeu repetir aquilo que foi feito por António Guterres há 31 anos. Foi ele quem fez esta citação expressa dizendo que há 31 anos estivemos aqui, ele estava a falar daquela zona do Algarve, aquele que foi o pontapé de saída pra uma nova maioria liderada por António Guterres. E ele quer repetir exatamente aquilo que foi feito há 31 anos. Quer dizer, dois políticos que estão presos ao país de há 30 e 40 anos, são dois políticos que não sabem o que têm de fazer. Acham que o país está igual. José Luís Carneiro acha que o país de hoje é o país de há 30 anos e que a maneira de chegar ao poder hoje é a mesma de há 31 anos. Acha que nada mudou, está tudo igual. E isso mostra a incapacidade de ter um pensamento novo sobre o país em que quer mandar, no caso de José Luís Carneiro, e do país em que manda, no caso de Luís Montenegro. Luís Montenegro, que é aquele de quem se espera novidades, é o primeiro-ministro, é a pessoa que tem mais obrigações de ter uma ideia, um plano que vai aplicar supostamente para esta tal transformação do país, mas ele não nos falou de plano nenhum. Ele não nos disse: "Ora, muito bem, vai agora começar um novo ano político e pros próximos meses o meu objetivo é fazer isto, aquilo e aqueloutro. E depois ainda vou mudar A, B e C." Não, não há nada. Houve aquelas coisas vagas de sempre sobre eventuais baixas de impostos, que é até uma anedota falar em redução de impostos, mas Luís Montenegro está mesmo convencido que já baixou muito os impostos. Está mesmo convencido disto. Também promessas vagas sobre pensionistas, claro, sobre esta nova modalidade de aumentos de pensões que não são estruturais. Mais do que isto, não há. E por isso nós vamos ter mais um ano pantanoso. Tudo indica, ouvindo José Luís Carneiro, que o orçamento vai ser aprovado, porque as exigências de José Luís Carneiro para aprovar o orçamento também são coisas tão vagas. Uma das exigências é de que todas as empresas e pessoas afetadas pelas tempestades tenham uma resposta do governo.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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