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VIH: especialistas debatem prioridades resposta à infeção

Observador ·
VIH: especialistas debatem prioridades resposta à infeção

Durante décadas, viver com VIH (vírus da imunodeficiência humana) esteve associado a uma infeção grave, com risco de progressão para doença avançada e potencialmente fatal. Hoje, o cenário é muito diferente 1 . Embora continue a não existir uma cura, a terapêutica antirretroviral permite controlar eficazmente a infeção, reduzir a carga viral para níveis indetetáveis e contribuir para uma melhor qualidade de vida 2 . Agora, o desafio passa não só pelo tratamento, mas também por garantir que mais pessoas conheçam o seu diagnóstico e tenham acesso atempado à terapêutica 3 .

O prazo definido para alcançar as metas 95-95-95 da ONUSIDA aproxima-se, mas o objetivo continua a ser possível. A estratégia estabelece que 95% das pessoas com VIH conheçam o seu diagnóstico; destas, 95% tenham acesso a tratamento antirretroviral; e, entre as pessoas em tratamento, 95% consigam atingir uma carga viral indetetável 4 .

Em Portugal, a fase é decisiva. Os progressos existem no que diz respeito ao diagnóstico, ao tratamento e à prevenção, contudo, persistem desafios por enfrentar. Entre eles: o acesso equitativo aos cuidados 5 , estigma 6 , níveis reduzidos de literacia em saúde 7 , utilização de dados 8 e na implementação efetiva da inovação no terreno. Se é certo que o país reúne condições para acelerar o progresso até 2030, aproximando-se assim dos objetivos internacionais, isso dependerá da capacidade de traduzir conhecimento, inovação e evidência em resultados concretos. De que forma? É o que será possível debater na 2.ª edição do HIV Parliament, promovida pela ViiV Healthcare Portugal, uma empresa farmacêutica dedicada exclusivamente ao VIH, com atividade nas áreas da prevenção, tratamento e investigação científica.

No próximo dia 17 de setembro, a proposta passa por reunir representantes das autoridades de saúde, profissionais, organizações de base comunitária, especialistas, academia, sociedade civil e setor farmacêutico, para esclarecer prioridades e debater soluções capazes de acelerar o progresso rumo à eliminação das novas transmissões do VIH no país, até 2030. De forma a sustentar a certeza de que a eliminação só será possível com a colaboração de todos os envolvidos, a tarde está pensada de forma a trazer a infeção para o centro de todos os debates, moderados pelo jornalista João Moleira, demonstrando como a inovação só terá impacto real na resposta ao VIH se chegar de forma equitativa às pessoas que dela podem beneficiar e se for acompanhada por dados utilizáveis, sistemas interoperáveis e execução palpável no terreno.

Através de uma reflexão multissetorial, o HIV Parliament 2.0 estará assente em três eixos fundamentais: “VIH em Portugal: onde estamos e para onde precisamos de ir”; “Portugal em rede: da decisão à implementação equitativa da inovação”; e “Dados, interoperabilidade e ação”.

Mais do que olhar para o passado, o HIV Parliament 2.0 estará de olhos postos no futuro, relembrando-nos de que os dados precisam de se traduzir em ação e de que o progresso será sempre uma missão coletiva.

[1] Broder S. The development of antiretroviral therapy and its impact on the HIV-1/AIDS pandemic. Antiviral Res. 2010;85(1):1-18.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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