As notícias das 8h
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Bom dia, são 8 horas. Jornal das 8, edição do Miguel Gato. O Ministro das Finanças afirma que as propostas do Chega e do PS para fazer face ao aumento do custo de vida levariam o país a um déficit no próximo ano.
Em entrevista à Agência Lusa, Miranda Sarmento comenta as propostas de redução do IVA sobre os combustíveis e também o IVA zero no cabaz alimentar. Este IVA zero é pedido pelo Chega, a redução do IVA sobre os combustíveis é pedida pelos dois partidos, Chega e PS. Joaquim Miranda Sarmento diz que se se juntarem estas propostas dos dois partidos da oposição, dos dois maiores partidos, o país vai resvalar para um déficit em 2027, um cenário que é indesejado para os portugueses.
Para se ter uma ideia, a redução do IVA dos combustíveis custaria, num ano inteiro, 1200 milhões de euros. A redução do IVA no cabaz alimentar custaria, num ano inteiro, 800 milhões de euros. Portanto, aquilo que o Chega propôs, e que o PS também propõe, em 2027 custaria 2000 milhões de euros. Para aprovar uma proposta dessas, têm que ambos votar favoravelmente. Se quiserem fazer uma coligação e aprovar isso, o que estou a dizer ao país é que querem que em 2027 haja um déficit.
As declarações do ministro das Finanças sobre as contas públicas, Joaquim Miranda Sarmento, diz que o governo prevê que se continue a registar um excedente no próximo ano, ainda que reduzido. O ministro reforça que este ano o saldo vai ser positivo, embora próximo do zero.
Nós continuamos a dizer que este ano teremos um saldo orçamental positivo, relativamente próximo de zero. Como eu sempre disse, nós não queremos ter excedentes orçamentais muito elevados, nós queremos ter pequenos superávits. Este ano de 26, dadas as tempestades, dado o Irão, estamos muito próximos do zero, mas ainda assim em campo positivo. Próximo ano voltamos àquilo que sempre foi a nossa política, um pequeno superávit.
As previsões do Ministro das Finanças, à margem de uma reunião informal de ministros da Economia, dos Assuntos Econômicos e Financeiros, em Dublin, na Irlanda. Miranda Sarmento garante ainda que o governo vai negociar com todos os partidos da oposição para viabilizar o orçamento do Estado no próximo ano.
Entretanto, o ministro da Defesa relaciona os atrasos nas colocações dos alunos nas escolas com as políticas de imigração dos governos de António Costa.
Nuno Melo argumenta que a maioria das matrículas fora de prazo dizem respeito a alunos que chegaram a Portugal na sequência daquilo a que chama uma política de portas escancaradas, promovida pelo Partido Socialista. E também o presidente do CDS aponta o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, como um dos responsáveis. Nuno Melo, no discurso de encerramento da rentrée do CDS-PP, ontem, em Albergaria-a-Velha.
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