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Moradores em barracas de Vila Franca de Xira criticam autarquia

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Moradores em barracas de Vila Franca de Xira criticam autarquia

Os moradores em barracas sem água, luz e saneamento nos bairros de Clarimundo e Tardoz da Improsit, no concelho de Vila Franca de Xira, acusam a autarquia de, enquanto adia o seu realojamento, querer "dar uma boa imagem".

Em causa está uma operação levada a cabo em 21 de julho nestes dois aglomerados de habitações precárias, localizados na freguesia do Sobralinho, em Vila Franca de Xira, distrito de Lisboa, e onde moram 37 pessoas.

A operação, desencadeada pela Polícia de Segurança Pública (PSP), mas que contou com a participação de várias equipas municipais (fiscalização, área ambiental e ação social), resultou na identificação de 11 habitações precárias "ocupadas de forma legal" e 11 construções devolutas e desabitadas.

"Foi feito um levantamento, um censo das famílias, […] apontaram os nomes dos agregados familiares, das crianças, dos pais, das mães, viram as condições em que nós estamos a viver", contou à Lusa Rafael (nome fictício), de 36 anos e a viver desde bebé no Tardoz da Improsit, onde recebeu a Lusa, juntamente com mais uma dezena de moradores.

"Disseram-nos que as barracas vazias, as que estão […] devolutas, iriam ser demolidas e […] que nós íamos ser realojados, mas […] não nos deram data absolutamente nenhuma", disse, acrescentando que posteriormente voltaram ao local dois técnicos da autarquia para "tirar fotografias às barracas vazias", reiterando que iriam ser derrubadas, mas sem qualquer previsão.

Entretanto, em 05 de setembro, o jornal local "O Mirante" dava como efetivada a demolição de 11 construções abandonadas, constatando que as barracas no Sobralinho "deixaram de existir".

Depois de lá ter estado em reportagem há cerca de meio ano, a Lusa regressou ao terreno na última semana de setembro, tendo confirmado que o cenário não mudou: as construções devolutas mantêm-se, bem como os esqueletos de vários carros e eletrodomésticos consumidos pelo tempo ou pelo fogo.

"Até agora nada [foi feito], continua tudo exatamente igual", disse Rafael sobre a promessa das "autoridades" para remover o entulho.

Ao propor a demolição das barracas que não estão habitadas, a autarquia quer "lavar a cara" dos bairros, acusou Ana (nome fictício), residente no Clarimundo desde que casou.

"Disseram mesmo, na nossa cara, que isto era só para dar uma boa imagem.

Nós não queremos dar uma boa imagem à câmara […].

Quando nos atribuírem casa, nós damos essa boa imagem", afirmou.

Além disso, "as barracas estão todas juntas umas com as outras, ao demolir uma caem todas", assinalou, recordando que os aglomerados de Clarimundo e Tardoz da Improsit estão inscritos na Estratégia Local de Habitação (ELH) de Vila Franca de Xira desde 2021.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - País.

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