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O Psicólogo Responde: porque é que a imigração desperta emoções tão fortes e como podemos ter uma discussão mais racional sobre o tema?

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O Psicólogo Responde: porque é que a imigração desperta emoções tão fortes e como podemos ter uma discussão mais racional sobre o tema?

O Psicólogo Responde é uma rubrica sobre saúde mental para ler todas as semanas. Tem comentários ou sugestões? Escreva para [email protected]

A imigração ocupa hoje um lugar central no debate público em Portugal, gerando opiniões frequentemente divergentes. Para uns, pode representar a resposta à escassez de mão de obra, ao envelhecimento populacional e à necessidade de maior diversidade cultural. Para outros, associa-se à pressão sobre a habitação, os serviços públicos, a segurança ou a identidade nacional. Entre a rejeição marcada e a defesa incondicional, o desafio é discutir o fenómeno com dados concretos, sem desumanizar as pessoas nem ignorar os desafios reais colocados pela imigração.

É precisamente esta tensão entre benefícios, receios sociais e experiências concretas que ajuda a explicar por que motivo o debate sobre a imigração tende a tornar-se polarizado. A polarização – entendida como uma divisão crescente do debate em posições opostas e pouco dialogantes, nas quais cada lado tende a ver o outro não apenas como alguém com uma opinião diferente, mas como uma ameaça ou um adversário moral - torna mais difícil reconhecer nuances, distinguir factos de perceções e construir soluções equilibradas.

A migração é o movimento de pessoas através de uma fronteira ou dentro de um Estado, independentemente da duração, das causas ou do estatuto legal. Do ponto de vista do país de chegada, uma pessoa imigrante é alguém que se desloca de outro país para estabelecer em Portugal o seu local habitual de residência. Esta definição pode abranger pessoas que chegam por razões profissionais, familiares, académicas ou humanitárias, bem como refugiados, requerentes de asilo e pessoas em situação administrativa irregular.

É importante, por isso, não falar de “os imigrantes” como se estivéssemos perante um grupo homogéneo. Há pessoas altamente qualificadas e trabalhadores em setores de baixos salários, estudantes, empresários, crianças, reformados, refugiados e pessoas que chegam sozinhas para posteriormente reunirem a família. As suas experiências, necessidades e contributos são muito diferentes.

A integração pode ser descrita como um processo multidimensional, que envolve o acesso a direitos, educação, saúde, habitação, emprego, participação social, relações interpessoais e sentimento de pertença. Não significa que as pessoas tenham de abandonar a cultura de origem, mas antes que possam participar na sociedade de destino em condições de igualdade, mantendo ou transformando elementos da sua identidade cultural.

Ainda que os números variem em função da definição que se utilize, em 2024 cerca de 15% da população residente em Portugal era constituída por imigrantes (AIMA, 2024). Em 2023, aproximadamente 18,5% da população adulta apresentava antecedentes de imigração (INE, 2023). A maioria da população imigrante era proveniente de países não pertencentes à União Europeia.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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