Mochilas escolares: peso excessivo pode prejudicar a coluna das crianças
O regresso às aulas significa também o regresso das mochilas carregadas de manuais, cadernos e material escolar. Para muitas crianças e jovens, esse peso faz parte da rotina diária, mas uma mochila demasiado pesada ou utilizada de forma incorreta pode contribuir para o aparecimento de dores e problemas posturais .
O alerta é deixado pela campanha “Olhe pelas Suas Costas” , que, com a aproximação de um novo ano letivo, volta a sensibilizar pais, encarregados de educação e escolas para a importância de prevenir problemas relacionados com a coluna.
Segundo Nuno Neves, médico ortopedista e coordenador da campanha, “a prevenção começa com pequenos gestos” , sendo importante garantir que a mochila é adequada à criança e que não transporta peso excessivo.
De acordo com a informação disponibilizada pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) , o peso da mochila não deve ultrapassar 10% do peso corporal da criança .
Por exemplo, uma criança que pese 30 quilos não deverá transportar uma mochila com mais de três quilos.
A campanha “Olhe pelas Suas Costas” aponta, por sua vez, para um limite entre 10% e 15% do peso corporal , reforçando a importância de evitar cargas excessivas.
O problema não está apenas no número indicado pela balança. A forma como a mochila é transportada também pode aumentar o risco de desconforto.
A recomendação passa por utilizar as duas alças da mochila , que devem ser largas, acolchoadas e ajustáveis, e manter a mochila devidamente encostada e ajustada ao corpo.
Os materiais mais pesados devem ser colocados j unto às costas , enquanto os objetos desnecessários devem ficar fora da mochila.
O SNS aconselha ainda que os alunos levem apenas o material necessário para o dia e, sempre que possível, deixem na escola os manuais ou outros objetos que não precisam de transportar para casa.
As crianças encontram-se numa fase de crescimento e, segundo o SNS, o transporte repetido de mochilas demasiado pesadas pode contribuir para o aparecimento de dores nas costas e no pescoço , além de alterações na postura e na marcha.
A campanha recomenda que os pais estejam atentos a sinais como dores nas costas, ombros ou pescoço, marcas provocadas pelas alças, alterações na postura, dificuldade em transportar a mochila ou queixas frequentes de cansaço .
Para Nuno Neves, a prevenção não deve limitar-se à escolha da mochila. É igualmente importante incentivar hábitos posturais corretos e pausas durante os períodos de estudo, bem como estar atento aos primeiros sinais de desconforto.
Antes do início das aulas, a preparação da mochila pode ser uma oportunidade para evitar peso desnecessário.
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