Estados da UE compram hidrocarbonetos à Federação Russa apesar de sanções
O governo russo declarou hoje que vendeu hidrocarbonetos a países europeus por um montante superior a 320 mil milhões de dólares desde 2022, apesar das sanções decididas contra si, devido à invasão da Ucrânia.
"Este número ascende, no período entre 2022 e hoje, a 320,7 mil milhões de dólares [cerca de 286 mil milhões de euros].
Corresponde aos fornecimentos de recursos energéticos para os países da União Europeia", disse na televisão o vice-primeiro-ministro com a pasta da Energia, Alexandre Novak.
Este ano, até ao final de setembro, os europeus gastaram 21,3 mil milhões de dólares em hidrocarbonetos russos.
A União Europeia decidiu aplicar várias sanções à Federação Russa depois da invasão da Ucrânia, mas vários Estados continuam a comprar-lhe hidrocarbonetos, como gás natural liquefeito, no caso da França.
Já a Eslováquia e a Hungria compram petróleo, que lhes chega por oleoduto.
Este total, porém, não considera os hidrocarbonetos russos que chegam a Europa de forma indireta, após serem transformados em países terceiros, como Índia e Turquia, que aumentaram de forma massiva, à semelhança da China, as suas compras de petróleo russo depois de 2022.
Esta situação suscitou as críticas de Donald Trump, que, por seu lado, anunciou na sexta-feira um acordo para o fornecimento pelos russos de gasóleo para acalmar os preços.
"A União Europeia pagou 250 mil milhões de dólares à Rússia pela sua energia, e os meios não querem abordar o assunto.
Fiz a boa escolha para o povo (norte-)americano", disse Trump, na segunda-feira, na sua rede social, referindo um montante abaixo do mencionado por Moscovo.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, por sua vez, criticou no domingo a "hipocrisia" dos europeus, que "continuam a financiar Vladimir Putin", ao mesmo tempo que "pretendem que não podemos beneficiar de uma baixa do preço do gasóleo".
O conselheiro de Putin para as relações económicas internacionais, Kirill Dmitries, também fustigou na segunda-feira a "incrível hipocrisia dos burocratas da UE".
Questionado sobre o acordo relativo ao gasóleo, Novak estimou que a Federação Russa, um dos principais produtos mundiais de hidrocarbonetos, "pode atingir um volume mensal de vendas entre três milhões e 3,5 milhões de toneladas nos mercados mundiais, como antes da crise".
Leia Também: UE apela para eleições palestinianas o mais rápido possível
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.