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África investe 700 milhões de euros em programas espaciais

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África investe 700 milhões de euros em programas espaciais

O continente africano ficou à margem dos primeiros anos da corrida espacial, no século XX, mas aposta agora que os satélites serão capazes de recolher enormes quantidades de dados sobre tudo, desde o clima e as guerras até às culturas agrícolas e ao gado.

Este ano, os países africanos gastarão, em conjunto, 700 milhões de euros em projetos espaciais, quase o dobro do que gastavam há dois anos.

A União Africana criou inclusive, no ano passado, a Agência Espacial Africana, com o objetivo de melhorar a coordenação e partilhar boas práticas.

A despesa para este ano acompanha a tendência de crescimento que se verifica desde 2018.

Naquele ano, a despesa das nações africanas fixou-se em 293 milhões de euros e, em 2019, subiu para 314 milhões.

Em 2021 saltou para 374 milhões, chegando aos 552 milhões em 2023.

Em 2024 verificou-se uma retração de -28,2% no investimento, com a despesa a regredir para os 396 milhões de euros.

Agora, voltou a disparar.

“Quando os orçamentos são centrados em um único projeto importante, qualquer interrupção no financiamento ou na execução pode afetar significativamente a agenda espacial nacional mais ampla”, pode ler-se num relatório da consultora especializada SpaceinAfrica.

Utilizando empresas estrangeiras de lançamento, Botswana e Uganda enviaram satélites para analisar os solos em busca de minerais e alertar para secas e incêndios florestais.

Angola está a utilizar um satélite de comunicações para ligar aldeias dispersas no seu vasto território interior, enquanto o Djibuti passou a monitorizar os seus níveis de água a partir do espaço.

De acordo com a consultora SpaceinAfrica, parte substancial dos recursos destina-se à execução de projetos estruturantes de longo prazo, como satélites, observatórios e infraestruturas terrestres.

“Eles querem acesso soberano aos dados”, afirmou o analista Temidayo Oniosun ao “Financial Times”.

Este especialista avisa que comprar imagens de satélite de alta qualidade às poucas empresas, sobretudo ocidentais, que dominam o mercado pode ser muito caro.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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