Meloni quer limitar número de estrangeiros por sala de aula
Segundo a primeira-ministra, que interveio na reunião da juventude do seu partido, Irmãos de Itália, o projeto de lei será apresentado no próximo Conselho de Ministros e exige, ainda, que os pais de alunos estrangeiros com graves problemas de integração escolar aprendam italiano.
“Vai-se à escola com o rosto descoberto e, em Itália, ninguém, em nome de uma tradição real ou suposta, pode decidir que uma jovem deve esconder-se. A igualdade entre homens e mulheres é inegociável”, afirmou Meloni, acrescentando que “não é possível que, numa sala de aula italiana, as crianças italianas se sintam marginalizadas por serem minoria. Isso não pode acontecer.”
No que diz respeito à educação, criticou a prática das notas de aprovação generalizadas, pois “a escola para todos deve ser capaz de reconhecer tanto as conquistas como as fraquezas, deve oferecer motivação a quem está à frente e apoio a quem tem dificuldades”, mas, “por outro lado, ao pretender dar a todos uma nota de aprovação, subestima-se o mérito e ocultam-se as lacunas, prejudicando tanto quem precisa de motivação como quem precisa de apoio”.
“Por conseguinte, o primeiro dever da escola é avaliar a criança, ensinar-lhe que o julgamento existe, que os erros são úteis para o crescimento e que a educação e o respeito se baseiam nas regras e não na sua negação”, sublinhou a primeira-ministra.
Meloni afirmou, ainda, que o seu Governo elevou “o financiamento ordinário para as universidades ao seu nível mais alto de sempre, com um fundo que ascende a 9.400 milhões de euros, o que representa mais 25 % do que em 2019”.
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