”Vir com papões da privatização da Segurança Social é absurdo. É um apelo à ignorância”
Ano e meio após ter sido criado, o grupo de trabalho para a reforma da Segurança Social apresentou agora o seu relatório final, no qual defende, nomeadamente, uma aposta nos sistemas complementares de proteção social .
Não tardaram as críticas, com os partidos mais à esquerda a consideraram que se estava, assim, a abrir a porta à privatização da Segurança Social .
“É desinformação”, riposta Jorge Bravo, professor universitário que coordenou a análise agora publicada.
Em entrevista ao ECO, o responsável frisa que, por exemplo, a adesão aos planos de pensões profissionais de adesão automática seria voluntária e entende que estes criariam maior incentivo à formalização das relações de trabalho .
Por outro lado, admite que seria preciso compensar, fiscalmente, os empregadores pela sua contribuição, embora deixe claro que tal nunca deveria passar por uma baixa da Taxa Social Única (TSU) exigida hoje às empresas.
Baixar a idade da reforma seria “convidar cidadãos a terem piores pensões” Ler Mais Jorge Bravo adianta também que até compreende que a reforma da Segurança Social não estava no programa eleitoral dos partidos — o Governo tem descartado avançar com medidas por essa razão –, mas alerta que, à medida que se for adiando a mudança, os problemas ganharão maior gravidade .
“Se queremos um futuro melhor, não podemos manter o sistema tal qual está”, enfatiza.
Esta é uma de duas partes da entrevista ao ECO do coordenador do grupo de trabalho para a reforma da Segurança Social.
Na outra parte (que pode ler aqui ), o professor explica o porquê de as contas da Caixa Geral de Aposentações serem incluídas no cálculo do saldo da Segurança Social, mas também enfatiza que a baixa da idade da reforma é uma “má proposta” , com desvantagens para o sistema e para os próprios pensionistas.
Em termos de redução da TSU, não.
Face ao cenário que temos (o regime já tem défice contributivo), não creio que seja apropriado.
Falemos das propostas deste grupo de trabalho sobre os os sistemas complementares.
No caso dos planos de pensões profissionais de adesão automática, reconheceu que o custo do trabalho já é elevado e sugeriu que os empregadores poderiam ser compensados a nível fiscal.
Está a pensar exatamente em quê? Numa redução da TSU, para quem apostar nestes planos? Em termos de redução da TSU, não.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.