Proteção Civil admite que não consegue calcular quanto custa cada grande incêndio
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) admite que, atualmente, “não é possível determinar, de forma rigorosa, o custo total de uma ocorrência específica ”, avança o Diário de Notícias .
A autoridade, liderada por Mário Silvestre, explica que dispõe de dados financeiros e operacionais, mas estes estão registados em sistemas distintos.
Para calcular o custo de cada incêndio seria necessário cruzar essa informação e associar as despesas aos meios mobilizados, às entidades envolvidas e às diferentes fases da operação.
O problema foi também identificado pela Comissão Técnica Independente (CTI), que avaliou os incêndios de agosto de 2025.
A comissão solicitou à ANEPC informação sobre as despesas extraordinárias, tendo recebido dados agregados no valor de cerca de 18,8 milhões de euros.
Contudo, o nível de agregação não permite relacionar a despesa com cada ocorrência, os diferentes tipos de encargos ou as várias fases da resposta operacional.
Área ardida quatro vezes menor este ano Ler Mais A própria ANEPC esclarece que a falta de informação por ocorrência não significa que não disponha dos dados, mas, sim, que estes não estão estruturados de forma a permitir uma análise rigorosa e auditável.
Sem mecanismos que integrem os diferentes sistemas, não é possível determinar indicadores como o custo de cada incêndio, o custo por fase da operação ou a despesa associada aos recursos mobilizados.
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