Sócrates e Santos Silva começam a ser julgados por branqueamento de capitais
O antigo primeiro-ministro José Sócrates e o empresário Carlos Santos Silva sentam-se esta segunda-feira no banco dos arguidos para responder por branqueamento de capitais , num processo autónomo resultante da decisão instrutória da Operação Marquês, proferida em 2021.
Além do branqueamento de capitais, Sócrates e Santos Silva estavam inicialmente acusados de falsificação de documento.
Contudo, esse crime acabou por prescrever.
Este processo de branqueamento procura apurar a alegada ocultação da origem ilícita do dinheiro.
Já no processo principal da Operação Marquês, estão a ser julgadas as suspeitas de corrupção que estarão na origem desses fundos.
As acusações não equivalem a uma condenação, e ambos os arguidos negam a prática dos crimes.
Estado condenado a pagar 15 mil euros a Sócrates Ler Mais O julgamento incide sobre alegadas operações financeiras realizadas entre 2011 e 2014, através das quais terão sido movimentados fundos por contas bancárias de uma sociedade controlada por Carlos Santos Silva, da mulher do empresário e do motorista de Sócrates .
Segundo a investigação, estas contas terão servido para fazer chegar ao antigo chefe de Governo dinheiro de proveniência ilícita.
Na acusação apresentada em 2017, o Ministério Público sustenta que Carlos Santos Silva terá funcionado como intermediário na ocultação de património que José Sócrates alegadamente recebeu em contrapartida de favorecimentos ao Grupo Lena, ao Grupo Espírito Santo (GES) e ao empreendimento turístico de luxo de Vale do Lobo.
Neste processo autónomo, o advogado de José Sócrates é Filipe Baptista, antigo secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro durante o Governo de Sócrates.
Filipe Baptista assumiu a defesa neste julgamento através de um substabelecimento apresentado por Pedro Delille, que continuava formalmente associado à defesa de Sócrates neste processo secundário.
As suspeitas de corrupção relacionadas com estes negócios estão a ser apreciadas no processo principal da Operação Marquês, cujo julgamento começou em Lisboa a 3 de julho de 2025.
Esse processo abrange 21 arguidos, entre os quais o antigo primeiro-ministro e o empresário.
Marquês.
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