Rússia reivindica controlo de duas localidades em Sumy e Zaporíjia
O Ministério da Defesa russo especificou, em comunicados publicados nas redes sociais, que as tropas tomaram Nezhenka e Pisarevka, em Zaporíjia e Sumy, respetivamente, sem fornecer informações sobre baixas nos combates e sem que Kyiv se tenha pronunciado sobre o assunto.
A Rússia tem anunciado, nos últimos meses, avanços territoriais no leste da Ucrânia, especialmente em Donetsk, uma província que, juntamente com Lugansk, ambas na região do Donbass, já era palco de um conflito desde 2014 entre separatistas pró-russos e as forças ucranianas.
Segundo um relatório publicado na terça-feira pela organização não-governamental (ONG) norte-americana Instituto para o Estudo da Guerra (ISW), o objetivo da Rússia na província de Sumy é criar "zonas-tampão defensáveis" ao longo da fronteira, mas desmentem avanços de Moscovo nos últimos dias.
"As forças russas continuaram as operações ofensivas no norte da região de Sumy nos dias 24 e 25 de agosto, mas não conseguiram avanços confirmados, uma vez que as forças ucranianas avançaram recentemente ou mantiveram as suas posições na área", adiantou a ISW.
A ONG também compilou as declarações de um 'blogger' militar russo, que afirmou na terça-feira que as forças de Moscovo "avançaram a nordeste de Vovkivka e a sudeste de Brusky", também em Sumy.
Já as forças ucranianas em Kursk reivindicaram, também na terça-feira, o controlo "sobre Novokostyantynivka [anteriormente Pershe Travnya, a norte da cidade de Sumy], contrariamente à afirmação do Ministério da Defesa russo, de 24 de agosto, de que as forças russas tinham tomado o povoado".
Já na província de Zaporíjia, o ISW reportou que o objetivo das forças russas é "manter as posições na linha da frente, proteger as zonas de retaguarda contra ataques ucranianos e avançar até ao alcance da artilharia de canhão da cidade".
"As forças russas continuaram as operações ofensivas na direção de Hulyaipole nos dias 24 e 25 de agosto, mas não avançaram", adiantou a ONG, acrescentando que as tropas realizaram "operações ofensivas limitadas na parte ocidental da região de Zaporíjia nos dias 24 e 25 de agosto", mas que "não avançaram".
A Rússia também confirmou que dez prisioneiros de guerra regressaram no âmbito de uma troca com a Ucrânia, segundo a comissária russa para os Direitos Humanos, Yana Lantratova.
"Em resposta ao regresso dos prisioneiros de guerra ucranianos a 24 de agosto, a parte ucraniana entregou à Rússia dez dos nossos combatentes", escreveu nas redes sociais.
Na segunda-feira, dia do 35.º aniversário da proclamação da independência da Ucrânia, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tinha anunciado o regresso à Ucrânia de dez militares que até então estavam dados como desaparecidos.
Estes militares, que combatiam na frente oriental, na região de Donetsk, "eram todos considerados desaparecidos em combate", indicou Zelensky, e foram incluídos numa troca de um total de 20 prisioneiros, 10 de cada lado.
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