Países Baixos vão instalar supercomputador de IA para reforçar capacidade tecnológica
Os Países Baixos vão instalar em 2027 um supercomputador destinado ao desenvolvimento de inteligência artificial (IA), uma infraestrutura que permitirá a empresas, universidades e organismos públicos desenvolver e testar os seus próprios modelos e aplicações, com a qual o Governo pretende reforçar a capacidade tecnológica do país.
“A IA oferece enormes oportunidades para a nossa saúde, educação, segurança e para o conjunto da nossa economia”, afirmou a secretária de Estado neerlandesa da Economia Digital e Soberania, Willemijn Aerdts, após uma visita à chamada Fábrica Neerlandesa de IA, na cidade de Groninga, no norte do país.
Um supercomputador dispõe de vários processadores de elevada potência capazes de realizar, em pouco tempo, cálculos que seriam demasiado complexos para um computador convencional.
No caso da inteligência artificial, essa capacidade permite, entre outras funções, treinar e testar modelos que necessitam de processar grandes quantidades de dados.
A nova infraestrutura estará disponível sobretudo para pequenas e médias empresas com ideias inovadoras, instituições de ensino e investigação e administrações públicas, com o objetivo de lhes permitir desenvolver tecnologia de IA dentro dos Países Baixos.
“Se queremos aproveitar essas oportunidades, temos de garantir que as empresas e organizações dispõem aqui dos conhecimentos, da capacidade de cálculo e do espaço necessários para desenvolver novas aplicações e continuar a crescer”, afirmou Aerdts.
Até que a máquina entre em funcionamento, os primeiros projetos relacionados com IA serão encaminhados para outras fábricas europeias que já dispõem de capacidade de cálculo.
“Após a atribuição bem-sucedida do centro de dados, em breve poderemos receber nos Países Baixos o supercomputador europeu de IA e continuar assim a trabalhar no desenvolvimento de uma economia neerlandesa do conhecimento resiliente”, afirmou Hans Louwhoff, membro do conselho de administração da SURF, a cooperativa neerlandesa de instituições de ensino e investigação.
O projeto é financiado pelo Governo neerlandês, pela agenda económica regional e pela Empresa Comum Europeia de Computação de Alto Desempenho (EuroHPC JU), uma iniciativa da União Europeia destinada a desenvolver infraestruturas de supercomputação na Europa.
O centro de dados de Groninga reutilizará praticamente todo o calor residual que gerar, através da ligação à rede local de aquecimento, e não utilizará água potável nem água superficial para refrigerar os equipamentos, segundo os responsáveis pelo projeto.
Além disso, a instalação já está integrada na rede elétrica, pelo que os promotores garantem que a chegada do supercomputador não irá gerar congestionamento adicional na rede neerlandesa.
A iniciativa faz parte dos esforços europeus para aumentar a capacidade própria em inteligência artificial e proporcionar a empresas e investigadores acesso à elevada potência informática necessária para desenvolver esta tecnologia.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.