Bitcoin entra em ‘bull market’ e caminha para maior subida semanal em mais de três anos
A bitcoin está a caminho da sua maior subida semanal em mais de três anos (desde março de 2023), de acordo com a publicação espanhola El Economista.
Desde segunda-feira a criptomoeda valoriza 23,6% ao passar de 62.836 dólares para os 77.723 dólares (53.760 euros e 77.723 euros) confirmado a entrada num bull market , termo que simboliza uma subida superior a 20% face a um mínimo.
Um dos factores que impulsionou a subida foi o recuo das yields [juros pagos] das obrigações depois do Tesouro norte-americano ter confirmado, na quarta-feira 19 de agosto, que iria aumentar a compra de obrigações norte-americanas, nos prazos entre os 10 anos e os 30 anos, em pelo menos o dobro, passando o limite mínimo de dois mil milhões de dólares para os quatro mil milhões de dólares (1,7 mil milhões de euros e 3,4 mil milhões de euros) por operação.
A medida entra em vigor a 9 de setembro e “manter-se-á em vigor” durante o resto deste trimestre de refinanciamento (até 4 de novembro de 2026).
“O Tesouro fornecerá mais informações sobre os tamanhos futuros das recompras no próximo Relatório Trimestral de Refinanciamento, agendado para 4 de novembro de 2026”, explicou.
“Este aumento dos tamanhos das operações de recompra reflete o desejo do Tesouro de proporcionar um maior apoio à liquidez nos setores de longo prazo com cupão nominal, onde existe um forte apoio consistente por parte dos participantes do mercado, como evidenciado pelo volume significativo de ofertas de alta qualidade que o Tesouro recebe rotineiramente nas operações de recompra de longo prazo”, acrescentou o Tesouro norte-americano, liderado por Scott Bessent.
Na segunda-feira as obrigações, em vários países, estavam em máximos.
“A yield das obrigações norte-americanas a 30 anos avançou na segunda-feira, 17 de agosto, para 5,31%, o que representa um máximo de 2007 e um agravamento de 40 pontos base desde o início de junho.
A taxa das obrigações do Canadá com a mesma maturidade avançou para o nível mais elevado desde 2010 e no Japão estão a renovar máximos deste século.
A tendência é similar no mercado europeu, com a yield das obrigações francesas a 30 anos no nível mais elevado desde 2008, refletindo a ansiedade com as negociações para o orçamento e as eleições de 2027.
Na Alemanha as yields estão em máximos de 2011 e o país deve pagar a taxa mais elevada em 15 anos numa emissão de dívida sindicada que está no mercado”, assinalou a consultora BA&N esta terça-feira, 18 de agosto.
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