«Estávamos a respeitar em demasia o Sp. Braga, mas na segunda parte foi diferente»
Luís Pinto, treinador do Gil Vicente, em declarações na conferência de imprensa, após a vitória por 2-1 na visita ao Sporting de Braga , em jogo em atraso da segunda jornada da Liga. O técnico dos galos assumiu que a equipa «respeitou em demasia» o adversário na primeira parte, mas elogiou a postura no segundo tempo, que permitiu a reviravolta.
«A equipa entrou bem, a espaços, mas a respeitar em demasia o jogo. Na segunda parte tivemos uma atitude competitiva diferente. Continuámos a respeitar o Sp. Braga, mas respeitámos ainda mais aquilo que queremos enquanto identidade da equipa. Conseguimos ter mais tempo de bola, mais capacidade nos duelos e isso fez com que nos tornássemos mais perigosos. Na parte final tivemos de sofrer, mas isso também diz muito do que é ser uma equipa.»
«A baliza é um lugar em que se quer segurança e é traduzida não só nas defesas, mas também no jogo de pés, na confiança para jogar fora da baliza, pelas saídas que dão conforto à equipa. O Lucão tem tido uma resiliência muito grande e tem ganho o espaço dele com o trabalho dele. O Samuel tem tido uma atitude fantástica e o Picornell também. É um trabalho conjunto e diário.»
«A importância é muita. O Hector dá-nos coisas totalmente diferentes destes dois, que são muito mais físicos. O Walace vem de uma lesão no último jogo de pré-época e tem vindo a jogar aos poucos. Estas opções são algo que todos os treinadores gostam de ter. Permitem-nos jogar com o que o jogo está a pedir. Sentimos que o Kaba estava a trabalhar muito, mas a ter uma presença muito forte do Vitor carvalho nas marcações. Quando ganhamos a bola, o Walace tem mais capacidade de a reter.»
«Senti que a equipa ao intervalo estava um pouco apática e com um respeito muito grande pelo jogo. Estávamos com mais respeito pelo Sp. Braga do que por aquilo que queremos fazer em campo. Faltava agressividade, procurar a baliza do adversário, sermos protagonistas quando poderíamos ser. Na segunda parte foi essa a diferença, agarrar-nos ao que queremos enquanto equipa e não termos medo de jogar o jogo. Podemos perder, mas que seja a jogar da forma que queremos jogar.»
«Essas diferentes nuances dão-nos tempo com bola. A jogar num estádio destes contra uma equipa da valia do Sp. Braga, se não tivermos tempo de bola, vamos ter um tipo de jogo que não queremos. Queremos ter a bola o máximo tempo possível. Não foi só o Lausen, o Prioste mais a baixar ou ficar dentro da estrutura… a capacidade da equipa em alternar traz alguma paz ao jogo e dá-nos tempo para atacar.»
«Os jogadores trabalham de uma forma muito dedicada, muito profissional. Isso facilita o nosso trabalho. Na pré-época, houve umas semanas em que se notou dificuldades em determinados comportamentos, mas houve um clique e um crescimento grande. A equipa tem aderido bem à nossa proposta. Em quase todos os momentos do campeonato a equipa tem demonstrado que sabe o que quer e as intenções ofensivas e defensivas que tem. Estamos num patamar interessante do que queremos, mas com vista a evoluir e melhorar. O nosso objetivo é continuar a crescer na nossa forma de jogar. Queremos jogar qualquer jogo com olhos nos três pontos.»
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em maisfutebol.iol.pt — o conteúdo pertence a Maisfutebol.