Estafetas da Amazon, a última batalha na guerra de Mamdani contra os milionários
Taxar os super-ricos foi uma das promessas de Zohran Mamdani na sua campanha para mayor de Nova Iorque.
E desde que em janeiro se instalou em Gracie Mansion, a residência oficial do presidente da Câmara da cidade mais populosa dos EUA, o autarca não tem poupado os milionários.
Envolvendo-se mesmo em trocas de palavras com alguns deles.
Em maio, depois de Jeff Bezos, o fundador da Amazon, ter vindo dizer que bem podia “duplicar os impostos que pago, isso não vai ajudar nenhum professor em Queens”, Mamdani respondeu: “Conheço alguns professores de Queens que discordariam”.
No início do mês, o mayor passou das palavras aos atos, apoiando o Delivery Protection Act, uma “Lei de Proteção às Entregas” proposta pelo City Council e que põe em causa o modelo de entregas do gigante do comércio eletrónico.
Para Mamdani, o problema é o sistema de subcontratação.
A Amazon - tal como, por exemplo, a FedEx - muitas vezes não emprega diretamente os estafetas responsáveis pela última fase das entregas.
Preferindo recorrer a empresas externas - os chamados Delivery Service Partners (DSP).
“Empresas como a Amazon constroem modelos de negócio de mil milhões de dólares, isentando-se de responsabilidades através de um sistema de subcontratação exploradora”, afirmou o mayor num comunicado, citado pelo The New York Times .
E referiu-se ao projeto de lei apresentado pela vereadora Tiffany Cabán como “uma regulamentação de senso comum que protege os trabalhadores das entregas, salvaguarda as comunidades onde estas instalações operam e garante que as empresas que beneficiam do trabalho dos trabalhadores sejam responsáveis pelas consequências das suas práticas comerciais.” O argumento de Mamdani é que a Amazon controla quem é contratado, os horários, as rotas, quotas de produtividade e até os uniformes que usam, mas ao mesmo tempo diz que os motoristas não são seus empregados.
Ou seja, este sistema de subcontratação permite à Amazon controlar as operações, mas escapando à responsabilidade pelos estafetas que fazem o que em inglês se designa por “ last mile ”, literalmente “última milha”, ou último quilómetro.
Uma etapa final que corresponde à entrega, a partir de certos centros de distribuição até ao destino final.
Ora o mayor de Nova Iorque, por um lado, pretende com o seu apoio a esta proposta que empresas como a Amazon assumam diretamente a responsabilidade pelos trabalhadores que executam essas operações essenciais.
Por outro, o autarca não se limita a discutir salários, a Câmara argumenta que o crescimento dos centros de distribuição de última milha está associado a mais acidentes rodoviários e lesões.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.