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Médio Oriente: Plano de Israel para colonatos na Cisjordânia “inaceitável”, diz Von der Leyen

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Médio Oriente: Plano de Israel para colonatos na Cisjordânia “inaceitável”, diz Von der Leyen

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, considerou hoje “inaceitáveis” os planos de Israel de expandir os colonatos na Cisjordânia, em particular na zona E1 a leste de Jerusalém, já denunciados por uma dezena de países.

“A decisão do Governo israelita de publicar concursos para a construção do projeto de colonatos E1 é inaceitável.

Já nos opomos a esta medida há muito tempo”, afirmou Ursula von der Leyen nas redes sociais.

A dirigente alemã alertou que esta decisão do Executivo israelita de Benjamin Netanyahu, a quem não fez referência, “minimiza a solução de dois Estados, ao dividir a Cisjordânia e romper a continuidade territorial dos territórios palestinianos”.

Além disso, assegurou que o bloco comunitário continua “comprometido com uma paz justa e duradoura baseada na solução de dois Estados”, numa publicação onde anexou o comunicado de uma dezena de países, incluindo Espanha, Canadá e Reino Unido, condenando a expansão dos assentamentos, que, recordaram, é “ilegal” ao abrigo do Direito Internacional.

O Governo israelita lançou esta semana um concurso público para a construção de sete complexos residenciais com 1.234 habitações na zona E1, na Cisjordânia, parte de um plano de expansão, aprovado em agosto de 2025, que prevê a construção de 3.400 habitações.

O projeto já mereceu também a oposição do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, que afirmou que a expansão “teria graves consequências para a integridade territorial do Território Palestiniano Ocupado e representaria uma ameaça existencial para a solução de dois Estados”.

O porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, sublinhou que o secretário-geral instou Israel a “abster-se de adotar novas medidas a este respeito e a agir em conformidade com as resoluções relevantes das Nações Unidas e com o Parecer Consultivo do Tribunal Internacional de Justiça de 19 de julho de 2024”.

O parecer defende que a política de construção de colonatos nos territórios palestinianos ocupados viola a proibição da deslocação forçada de pessoas e constitui um processo de anexação.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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