Venezuela apresenta reformas para combater inflação
O vice-presidente para a Economia da Venezuela, indicou hoje que o país está focado em reduzir a inflação, reestruturar a dívida pública e reforçar o bolívar, ao mesmo tempo que procura normalizar as relações com as instituições financeiras internacionais.
Na primeira participação de uma delegação venezuelana nas reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) em cerca de 20 anos, Calixto Ortega Sánchez apresentou uma estratégia de recuperação assente no crescimento económico, disciplina fiscal, estabilidade monetária e reforço institucional.
"Vemos esta participação como um passo em frente na normalização das relações da Venezuela com o sistema financeiro internacional", afirmou.
O antigo presidente do Banco Central da Venezuela reconheceu que o país atravessou uma das piores crises económicas da sua história recente, com a economia a contrair-se em cerca de dois terços ao longo da última década devido à queda dos preços do petróleo, às sanções e ao colapso da produção petrolífera.
"Temos agora 22 trimestres consecutivos de recuperação económica", disse Ortega, atribuindo o resultado à "resiliência" dos venezuelanos e a um plano económico implementado em circunstâncias particularmente adversas.
A recuperação surge numa altura em que o FMI prevê um crescimento de 5% da economia venezuelana em 2026 e de 7% em 2027, segundo as mais recente relatório World Outlook Report.
O organismo estima, contudo, uma inflação média anual de 467,9% este ano, que deverá desacelerar para 174% em 2027.
O vice-presidente reconheceu que a inflação continua a ser um dos maiores desafios da economia venezuelana, mas argumentou que a solução não depende apenas da actuação do banco central.
"Sem produção, sem uma posição fiscal sólida e sem uma economia normal, é impossível alcançar estabilidade duradoura", afirmou.
"Esperamos desenvolver um quadro de metas de inflação num futuro próximo", afirmou, acrescentando que o objectivo é reduzir a inflação para níveis de dois dígitos "o mais cedo possível".
Ortega explicou que a estratégia económica do Governo assenta em aumentar a produção petrolífera e mineira para gerar receitas em moeda estrangeira, e utilizar parte dessas receitas para financiar sectores há muito subinvestidos, como os sistemas de electricidade e abastecimento de água.
"Depois a redução da inflação, estabilização cambial, reconexão do sistema bancário com os mercados internacionais e resolução da dívida pública, e reforçar as instituições e melhorar a governação para facilitar a actividade económica", acrescentou.
Desde a captura do Presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, em janeiro, a produção petrolífera do país aumentou, atingindo cerca de 1,2 milhões de barris por dia, contra três milhões no final do século XX.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.