Israel desvia fundos para comprar helicópteros Apache
O Governo israelita aprovou hoje a utilização do equivalente a 300 milhões de euros que estavam destinados ao desenvolvimento das comunidades árabes, para financiar a compra de 12 helicópteros de ataque Apache.
A decisão foi tomada por telefone pelo gabinete e determina a transferência desse valor para o Ministério da Defesa israelita, avança a imprensa israelita.
De acordo com o jornal The Times of Israel, a resolução prevê o desvio de 169 milhões de shekels (cerca de 50 milhões de euros) do plano quinquenal para o desenvolvimento das comunidades árabes em Israel em 2027, mais 342 milhões (100 milhões de euros) em 2028 e 453 milhões (131 milhões de euros) em 2029.
O objetivo é avançar para a compra de 12 helicópteros de ataque Apache aos Estados Unidos, um contrato avaliado em aproximadamente mil milhões de dólares (893 milhões de euros), contrato que estava paralisado devido a divergências orçamentais entre os Ministérios das Finanças e da Defesa de Israel.
A Força Aérea israelita demonstrava, há vários anos, interesse em adicionar estas aeronaves ao seu arsenal, e a possível venda dos aviões, avaliada em 3,4 mil milhões de euros, foi autorizada pelos Estados Unidos em janeiro.
No entanto, as divergências orçamentais entre os Ministérios da Defesa e das Finanças colocaram em risco o acordo com a fabricante Boeing, depois de Israel não ter cumprido os prazos de pagamento acordados, segundo o jornal israelita Ynet.
Entretanto, de acordo com o The Times of Israel, o Ministério das Finanças está a considerar solicitar ao Knesset (o parlamento israelita) a aprovação de cortes de emergência de entre 290 milhões e 872 milhões de euros em todos os departamentos governamentais, uma medida que exige autorização legal.
Os gastos militares israelitas aumentaram drasticamente desde os ataques do do grupo islamita palestiniano Hamas, a 07 de outubro de 2013, e as subsequentes operações militares israelitas na Faixa de Gaza, Líbano, Irão, Síria e Iémen.
O orçamento anual aprovado em março destinou um valor recorde de 143 mil milhões de shekels (aproximadamente 41,5 milhões de euros) para a defesa, representando cerca de 17% do total das despesas públicas.
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