As notícias das 4h
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É claro que a extrema-direita está muito nervosa. Isto nota-se. Apesar, ou talvez por isso, de todo o tempo de antena que a extrema-direita tem, e eu não tenho memória de algum político em Portugal ser tão levado ao colo como André Ventura é, que está recorrentemente nas televisões, em grandes entrevistas, sem qualquer contraditório, apesar disso, nós estaremos aqui para dizer que não alinhamos num jogo que está viciado à partida, que conosco não contam para jogar num tabuleiro que a extrema-direita nos estende. Que o governo faça isso, que o PSD faça isso, que a comunicação faça isso, em particular os diretores de informação das televisões, é um problema deles.
O coporta-voz do LIVRE, Jorge Pinto, que encerrou os trabalhos do dia na Alfândega do Porto, encheu ainda numa ideia que defendeu quando tomou posse como porta-voz em julho, o partido vai governar. Também durante a rentrée do LIVRE, Rui Tavares admitiu processar o Chega por ter insinuado que o LIVRE pode ter sido responsável pelo assalto ao gabinete de André Ventura no Parlamento. O dirigente diz que André Ventura está nervoso porque a narrativa do assalto ao gabinete está mal contada. Rui Tavares considera que estas insinuações ultrapassaram todos os limites e, por isso, ameaça mesmo avançar para tribunal.
Da nossa parte, nós deixamos muito claro. Esta é uma mensagem de que cesse e desista de o fazer, porque senão nós, evidentemente, iremos para os tribunais se tiver que ser e nos poderemos constituir assistentes do processo que há de vir por causa da história do próprio gabinete. Somos gente séria, gente honesta, que não aceita ser arrastada para a lama, que jamais faria uma coisa dessa no gabinete de outros, mas também uma coisa é clara: nunca nos passaria pela cabeça, seria inconcebível fazermos no nosso próprio gabinete. E muita gente em Portugal acha que do Chega não se pode dizer o mesmo.
O dirigente do LIVRE, Rui Tavares, durante a rentrée política do partido, que decorre até este domingo na Alfândega do Porto. Face a um novo aumento dos preços dos combustíveis para um dos valores mais altos de sempre, André Ventura acusa o Partido Socialista de estar alinhado com o governo para não descer os impostos sobre os combustíveis. Já esta semana, o líder da oposição tinha desafiado José Luís Carneiro a votar ao lado do Chega para descer o IVA dos combustíveis de 23 para 13%. O secretário-geral socialista, na resposta, não se quis comprometer com o sentido de voto do PS, considerou que esta era uma proposta que não era nova. André Ventura acusa o secretário-geral do PS de mentir, diz mesmo que o PS está sem liderança e que se juntou ao governo para não descer os impostos sobre os combustíveis.
O secretário-geral do Partido Socialista optou por mentir mais uma vez, provavelmente porque em acordo com o governo não querem descer o IVA dos combustíveis, mas acabou por fazê-lo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.