Três homens culpados pela morte de surfistas no México em 2024
Três homens foram considerados culpados, na sexta-feira, pelo homicídio dos irmãos australianos Jake e Callum Robinson e do seu amigo norte-americano Carter Rhoad, durante uma viagem de surf ao México, em abril de 2024.
Segundo a BBC, os três homens - identificados apenas como Jesús Gerardo García, Irineo Francisco e Ángel Jesús - ainda não conheceram a sentença, mas espera-se que passem o resto da vida na prisão.
Durante o julgamento, que decorreu no estado de Baja California, no norte do México, ficou provado que os três turistas foram assassinados durante uma tentativa de assalto à carrinha em que viajavam, numa praia isolada da cidade de Ensenada.
Os corpos foram encontrados no fundo de um poço, com ferimentos de bala na cabeça, mais de uma semana após terem sido dado como desaparecidos.
Na altura, os homicídios chocaram os habitantes locais e os turistas de Ensenada, que ficaram perturbados com a aparente facilidade com que os crimes foram cometidos e com a total falta de sentido da violência utilizada.
García, identificado como o cabecilha do grupo, foi detido pouco tempo depois, juntamente com a sua ex-namorada Ary Gisell Silva Raya e os outros dois suspeitos.
Em novembro do ano passado, a mulher confessou ter participado no assalto e foi condenada a 20 anos de prisão.
Segundo a Procuradoria-Geral do Estado de Baja California, Silva Raya encontrou os três estrangeiros e "instigou um dos seus companheiros a roubá-los".
O assalto foi concretizado no dia seguinte.
O juiz anunciará a sentença definitiva a 16 de outubro, mas a acusação pediu para cada um dos arguidos uma "pena exemplar” de 210 anos de prisão.
Além do crime de homicídio, os arguidos, que estão detidos há mais de dois anos, foram também considerados culpados de roubo à mão armada e de roubo de veículo com recurso a arma.
Para Martin Robinson, pai dos irmãos australianos, "o veredicto de culpabilidade de representa um momento significativo” na "longa e dolorosa jornada em busca de justiça” pelos filhos e amigo, "cujas vidas lhes foram cruelmente tiradas em 2024" "Nenhum desfecho poderá alguma vez desfazer esta tragédia, mas esperamos que o dia de hoje represente um passo importante rumo à justiça e nos permita continuar a honrar as suas vidas e os jovens extraordinários que eram”, acrescentou, garantindo que "nenhum será esquecido" Jornalista assassinado no México.
É o 9.º desde o início do ano Um jornalista foi assassinado a tiro no México, elevando para nove o número de profissionais da imprensa mortos no país este ano, segundo a organização Artículo 19.
Lusa | 08:19 - 10/10/2026
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