IRS 2027: Saiba como vão ficar os seus impostos sobre o que ganha
As famílias portuguesas deverão voltar a beneficiar de um alívio fiscal em 2027, com o Governo a apostar numa combinação de atualização dos escalões de IRS, redução da carga fiscal sobre os rendimentos do trabalho e reforço de algumas deduções.
As medidas constam da proposta de Orçamento do Estado para 2027 entregue ontem e têm como principal objetivo evitar que os aumentos salariais sejam absorvidos pelo imposto, preservando o rendimento disponível dos agregados familiares.
A alteração mais relevante é a atualização, em 3,88%, dos limites dos nove escalões de IRS.
Na prática, significa que um contribuinte poderá ganhar um pouco mais sem transitar tão rapidamente para taxas marginais mais elevadas.
O Governo justifica a medida com a necessidade de acomodar a evolução dos salários e da inflação, reduzindo o chamado "efeito de progressão fiscal", que ocorre quando um aumento salarial resulta num agravamento desproporcionado da tributação.
A esta atualização junta-se a manutenção das reduções das taxas de IRS nos seis primeiros escalões.
As taxas do primeiro escalão descem 0,3 pontos percentuais e as do segundo ao quinto escalão caem 0,5 pontos, enquanto o sexto escalão regista uma descida de 0,3 pontos percentuais.
Estas alterações abrangem a maioria dos contribuintes portugueses e procuram aumentar o rendimento líquido disponível das famílias, justifica o Executivo.
Também o mínimo de existência será atualizado.
Este mecanismo garante que os contribuintes com rendimentos mais baixos mantêm uma parcela do rendimento livre de tributação.
Em 2027, o valor de referência passa a corresponder ao salário mínimo nacional previsto de 970 euros mensais, fixando-se em 13 580 euros anuais.
No caso das famílias numerosas, a principal novidade será o reforço das deduções por dependentes.
A partir do terceiro filho, a dedução adicional deverá aumentar para 1 050 euros anuais já em 2027, como parte de um processo gradual que culminará em 2028 com uma dedução de 1 200 euros, propõe o Governo.
Algumas simulações Para um trabalhador solteiro, sem dependentes, com um salário bruto mensal de 1 500 euros pagos em 14 meses, o rendimento anual ascende a cerca de 21 000 euros.
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