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Permitida assistência estrangeira limitada para os resgates no Nepal

Notícias ao Minuto - Mundo ·
Permitida assistência estrangeira limitada para os resgates no Nepal

O Governo tinha afirmado na quarta-feira que as equipas nepalesas tinham capacidade suficiente para assumir os trabalhos de resgate, mas mudou de posição três dias depois, após receber pedidos de países que têm cidadãos entre os desaparecidos.

"Recebemos um pedido da comunidade internacional para permitir pelo menos a entrada de equipas de busca e resgate, porque também há cidadãos desses países desaparecidos nas inundações", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Sishir Khanal.

"Estamos a permitir um número limitado de especialistas em áreas específicas", acrescentou.

Após uma avaliação do Centro Nacional de Gestão de Desastres, um comité interministerial autorizou a chegada de especialistas da Índia, China, Austrália e Coreia do Sul, com experiência em resgates em túneis, análises de ADN e exames forenses.

Um dos principais desafios reside nos projetos hidroelétricos atingidos pela enxurrada, onde 933 trabalhadores e funcionários continuam sem ser localizados, segundo a Autoridade Nacional para a Redução e Gestão de Riscos de Desastres.

A identificação das vítimas apresenta outro problema, uma vez que os corpos recuperados têm aparecido também muito mais a jusante no curso do rio Trishuli, arrastados pela corrente até outros distritos, o que obrigou as autoridades a distribuir os corpos entre hospitais e morgues de diferentes cidades e a preparar espaços temporários.

Quando não é possível reconhecer um rosto, a identificação é feita através de roupas, objetos pessoais, cicatrizes, tatuagens, impressões digitais e, nos casos mais difíceis, exames de ADN.

O Nepal começou hoje a sepultar os corpos não identificados recuperados do rio Trishuli após as inundações devastadoras, citando riscos à saúde pública, uma vez que os restos mortais se decompuseram a ponto de a identificação visual não ser mais possível.

O subinspetor da Força Policial Armada em Kurintaar, Pramod Pathak, informou a EFE que as autoridades começaram a providenciar o destino final dos corpos recuperados do rio.

Segundo a Delegacia de Polícia do Distrito de Chitwan, 100 dos 269 corpos recuperados do rio já tinham sido enterrados até hoje e os demais corpos serão sepultados gradualmente, indicaram fontes policiais.

Os corpos e restos humanos recuperados das margens do rio e armazenados em diversas instalações deterioraram-se significativamente, o que impossibilita a identificação a olho nu, apontou Pathak.

A polícia decidiu sepultar os corpos não identificados e não reclamados com base na Diretriz de Gestão de Corpos Não Identificados e Não Reclamados de 2026, como medida de emergência para evitar maior decomposição e garantir um destino seguro, digno e legal.

Amostras de DNA serão coletadas de todos os corpos antes do sepultamento, e registos detalhados serão mantidos com números de identificação únicos, segundo a polícia.

A cada corpo foi atribuído um número de identificação único gravado numa placa de aço, o que permitirá aos familiares localizar e exumar os restos mortais caso as análises de ADN confirmem posteriormente uma compatibilidade, explicaram fontes envolvidas no processo.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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