Libertados 13 dos 60 raptados no Haiti: Há 6 menores (dos quais 3 bebés)
A lém de sete mulheres, foram libertados menores, entre eles três bebés com menos de 2 anos, uma criança de 7 anos e dois adolescentes, de acordo com um comunicado do UNICEF publicado na noite de sábado e citado pela agência espanhola de notícias Efe.
A organização salientou que os seus representantes e líderes comunitários apoiaram os esforços que permitiram a libertação dos reféns, sequestrados na sequência de um massacre ocorrido no passado dia 23 de agosto em Kenscoff, no qual morreram cerca de uma centena de pessoas.
"Esta libertação oferece um raro momento de esperança face à violência que ameaça as crianças no Haiti" , afirmou a representante adjunta da UNICEF no país, Yannig Dussart, salientando que o sequestro de Kenscoff "não foi um incidente isolado", mas sim mais um reflexo da magnitude e frequência dos ataques contra as crianças no Haiti.
Pelo menos 1.408 pessoas foram assassinadas e outras 656 ficaram feridas no Haiti durante o segundo trimestre de 2026, de acordo com um relatório publicado na terça-feira pelo Gabinete Integrado das Nações Unidas no Haiti (BINUH), que alertou para o agravamento da violência no país, mergulhado há anos numa grave crise.
"Estes números mostram que a população continua a pagar um preço inaceitável pela violência", frisou na terça-feira Carlos Ruiz Massieu, representante especial do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti e líder do BINUH, que apelou para que a proteção da população se mantenha no centro dos esforços para restaurar a segurança.
A violência concentrou-se sobretudo na planície de Cul-de-Sac e em vários bairros de Cité Soleil, na capital Porto Príncipe, onde os confrontos entre gangues pelo controlo territorial e por fontes de rendimento ilícito fizeram 463 mortos e 256 feridos.
Nestas áreas, foram documentados pelo menos 176 casos de violação, enquanto mais de 18.000 pessoas foram forçadas a fugir das suas casas enquanto foram suspensos serviços essenciais, como a saúde e a educação.
Os gangues continuaram a expandir-se para além de Porto Príncipe, especialmente no departamento de Artibonite, onde perpetraram ataques contra cidades, residentes, membros de grupos de autodefesa e agricultores.
Pela primeira vez, foram registadas incursões armadas em Séguin, no sudeste do país das Caraíbas.
Os ataques de gangues foram responsáveis por 55% de todas as pessoas mortas ou feridas durante o trimestre.
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