Mercado automóvel “dificilmente” vai manter número de marcas chinesas que existem neste momento
As marcas chinesas “dificilmente” vão conseguir manter 30 marcas no mercado automóvel nacional e europeu.
Esta é a perspetiva do líder da Skoda Portugal, Luís Mateus, que acredita que vai haver um reajuste no mercado, tal como aconteceu com as marcas japonesas e as coreanas há umas décadas.
A marca automóvel Skoda foi fundada há 101 anos.
A companhia da Chéquia faz hoje parte do grupo alemão Volkswagen.
Até julho, a Skoda viu as suas vendas totais subirem mais de 12% para mais de 3,9 mil unidades, segundo os dados da ACAP.
Entre os 50 modelos mais vendidos, a marca checa conta com o Kamiq no ranking com 943 unidades vendidas até julho.
Nos elétricos, as vendas dispararam mais de 120% para 470 unidades, com subida de 14% nos híbridos plug-in para 430 unidades e de mais de 230% nos híbridos elétricos para 140 unidades.
Luís Mateus lidera a Skoda Portugal desde abril de 2017.
Licenciado em Engenharia Mecânica pelo Instituto Superior Técnico, passou pela Iveco Portugal, tendo começado na SIVA em 2003, como diretor-geral da Volkswagen Veículos Comerciais que ocupou, precisamente, até 2017.
Estamos no verão, período de férias.
Há menos vendas no verão, todos os anos, como é que funciona? O mercado tem uma sazonalidade muito própria.
O 1º semestre, em geral, é o comercialmente mais forte, porque é o período de entregas do rent-a-car, que depois seguem para alimentar a máquina do turismo.
Depois, a partir de julho, agosto, quebra, e depois volta a ser um mercado forte, não tão forte como o 1º semestre, mas um mercado forte, subtil nas empresas, mas eu diria que há aqui dois grandes momentos, não é? O início do ano, entre fevereiro e junho, e depois, entre outubro e dezembro, que são os principais meses, em termos de próprio mercado da indústria automóvel.
Olhando para as vossas vendas, registaram um crescimento de 16% no primeiro semestre, com subidas em todos os segmentos de eletrificados.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.