O verdadeiro alcance do PRR começa agora
Um programa com a dimensão do PRR pode ser analisado de muitas formas.
Podemos olhar para o investimento realizado, para as taxas de execução, para o número de projetos ou para o cumprimento das metas contratadas.
E tudo isso é importante.
Mas, num momento de balanço, há duas questões que me parecem particularmente relevantes: como criar as condições para manter o impulso deste programa? E que lições aprendemos ao longo de todo este processo? Desde logo, importa recordar aquilo que o Ministro da Economia e Coesão Territorial descreveu como o “pecado original do PRR”: demasiados apoios para o Estado e poucos para as empresas.
E, de facto, não podemos deixar de pensar quantos projetos de investimento produtivo verde teriam sido realizados se os apoios tivessem sido mais equilibrados.
A questão não é ideológica.
É económica.
Os investimentos públicos em infraestruturas, habitação ou serviços coletivos são indispensáveis.
Mas o crescimento sustentado da produtividade, das exportações e dos salários depende sobretudo da capacidade de investimento das empresas.
A experiência dos países europeus mais bem-sucedidos mostra que a convergência económica resulta da combinação entre investimento público eficiente e um setor empresarial capaz de inovar, crescer e competir nos mercados internacionais.
Na Navigator, o PRR envolveu 90 projetos, desde a descarbonização das operações ao desenvolvimento de novos bioprodutos, passando pela digitalização e pela modernização da atividade florestal.
Na descarbonização, esse impacto é já muito concreto.
Os seis grandes projetos apoiados pelo PRR representam cerca de 193 milhões de euros de CAPEX, um incentivo contratualizado próximo dos 76 milhões e uma redução de emissões de Âmbito 1 e 2 estimada em praticamente 300 mil toneladas de CO₂.
São projetos que se inserem num esforço mais amplo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.