Contas certas e o futuro
Há uma conquista da economia portuguesa que não devemos desvalorizar: a importância de ter as contas públicas em ordem.
Essa foi uma das grandes conclusões da Conferência dos 10 anos do Jornal Económico, realizada esta semana na Alfândega do Porto.
O caminho foi feito com governos de diferentes cores políticas.
Primeiro com António Costa, depois com Luís Montenegro.
É uma trajetória que importa reconhecer, defender e, sobretudo, não desperdiçar.
Em 2016, a dívida pública representava mais de 130% do PIB.
No final de 2025 estava abaixo dos 90% e o Governo prevê que desça para 84,5% em 2027.
Pelo caminho, Portugal conseguiu quatro anos de excedente orçamental: 2019, 2023, 2024 e 2025.
Os últimos três consecutivos.
Em 2026, o Governo fala em saldo ligeiramente positivo mas muito perto de zero.
Não é pouca coisa para um país que, há pouco mais de uma década, precisou de assistência internacional.
O Orçamento do Estado (OE) para 2027 prolonga esse caminho.
Prevê um crescimento económico de 2,1%, uma nova redução da dívida e um excedente de 0,1% do PIB.
Pequeno, é certo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.