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Governo volta a omitir preço na compra da REN. Pode ter pago total de até 537 milhões pelos 19%

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Governo volta a omitir preço na compra da REN. Pode ter pago total de até 537 milhões pelos 19%

O processo foi semelhante.

Ao final de tarde de uma sexta-feira, a REN comunicou à CMVM que um dos acionistas de referência (na segunda instância, a 9 de outubro, a Fidelidade; na primeira, a 14 de agosto, a Pontegadea Inversiones) vendeu uma participação (de 5,3% no caso da seguradora, quando tinha sido 13,7% no da holding de Amancio Ortega), à Parpública, com necessidade de visto do Tribunal de Contas.

Tal como em agosto, esta sexta-feira não houve qualquer referência ao preço acertado na operação .

O Ministério das Finanças até emitiu um comunicado poucos minutos após a publicação da informação privilegiada na página do regulador dos mercados, mas sem mencionar valores e a informar que o Governo “nesta fase, entende que o objetivo de participação na REN encontra-se concluído” e a remeter mais detalhes para o momento em que o Tribunal de Contas poderá emitir o visto prévio.

“Nesta fase, objetivo de participação na REN está concluído” Ler Mais Na documentação que enviou ao Tribunal para a aprovação da compra dos primeiros 13,7%,o Governo já tinha mandatado a Parpública para adquirir uma participação até 20% na REN .

Subsequentemente, a 23 de setembro, numa audição parlamentar pedida pela Iniciativa Liberal, o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, confirmou que a Parpública pagou 389,8 milhões de euros pela participação de 13,7%, correspondente a 91,7 milhões de ações, ou 4,25 euros por ação .

O preço incorporou um prémio de cerca de 15% face à cotação média da REN nos seis meses anteriores, um ‘extra’ que Miranda Sarmento classificou aos deputados de “perfeitamente” normal, explicando que a teoria financeira aponta para prémios na ordem dos 30% a 50% quando está em causa a aquisição de uma participação que permite o controlo de uma empresa e, “quando não permite o controlo da empresa, [como é o caso da REN] o prémio varia entre 10% e 25%”.

Prémio pago pela REN foi “normal”, diz Miranda Sarmento Ler Mais Cenários: prémio de 15%, 10%, 5% ou preço de mercado Cada negócio tem a sua própria dinâmica, mas o racional expresso pelo Governo – e a ausência de detalhes adicionais – permite ao ECO fazer cálculos sobre quanto a Parpública poderá ter pago na segunda fase, e desse modo o investimento total dos 19% , com alguns pressupostos e quatro cenários.

Um dos pressupostos é que o Estado, tal como na primeira fase, terá pago um prémio, uma situação normal como disse o ministro das Finanças.

Na compra anunciada em agosto, terá chegado ao 4,25 euros por ação com base no prémio de 15%, usando uma referência do preço médio ponderado pelo volume de negociação (VWAP) nos seis meses anteriores , e não uma média aritmética simples das cotações de fecho.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em lifestyle.sapo.pt — o conteúdo pertence a SAPO Lifestyle.

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