Porto de Leixões cresce para o mar e afasta contentores da cidade com o novo terminal norte
Novo Terminal Norte do Porto de Leixões 22 setembro, 2026 “ Havia algumas ideias de que íamos ocupar a praia com contentores.
Não é nada disso”, garantiu esta terça-feira o presidente da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), explicando que o futuro “Terminal [de Contentores Norte do Porto] avança para o mar, criando mais afastamento à zona habitacional “, além de ter menos impacto na mobilidade da cidade de Matosinhos.
Contestado pelo município e moradores, o projeto, assegurou João Pedro Neves, concilia a expansão económica da atividade portuária com as preocupações da cidade.
Durante a sessão de apresentação de um outro projeto, de 100 milhões de euros — para reforçar a capacidade de movimentação de contentores –, o presidente da APDL procurou afastar um dos receios dos moradores: o de que a expansão do novo Terminal Norte do Porto de Leixões ocuparia a praia de Leça da Palmeira com contentores .
“Havia algumas ideias de que nós íamos ocupar a praia com contentores.
Não é nada disso.
De facto, este é um terminal que responde em toda a linha às preocupações da economia e também às preocupações da cidade”, garantiu.
É precisamente a relação entre o novo terminal e a cidade que a APDL procurou agora esclarecer.
Nas imagens apresentadas por João Pedro Neves esta terça-feira, a comparação entre a atual situação e o futuro cenário, já com o terminal Norte, mostra os contentores mais afastados da frente urbana e avançados sobre o mar.
O futuro terminal ficará dentro dos molhes; vai crescer para o antigo Terminal Petroleiro de Leixões .
Ampliação do Terminal de Contentores Norte 22 setembro, 2026 “Portanto, nós criamos aqui um terminal que avança para o mar, cria mais afastamento à zona habitacional e vai permitir também um fator de mobilidade do município com menos aberturas da ponte móvel, na medida em que o maior terminal de contentores , em vez de estar no terminal de contentores sul, passa a estar na bacia de rotação “, detalhou João Pedro Neves, no segundo dia da sétima edição da Conferência Porto Maritime Week, que acontece até esta sexta-feira.
Esta solução vai ao encontro da posição já defendida pela presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro, que considera que, à semelhança do que acontece noutros portos europeus, Leixões deveria crescer para o mar e não para terra .
A autarca socialista chegou a questionar o impacto global das intervenções previstas para a infraestrutura.
Entre as preocupações apontadas estão o fim da marina, a alteração da paisagem de Leça da Palmeira e os impactos na mobilidade .
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