Modric fala no «monstro» Cristiano e da «personalidade incrível» de Mourinho
Luka Modric está a poucos dias de festejar 41 anos (9 de setembro) e, em entrevista ao jornal As , percorreu os principais passos da sua longa carreira, a começar pelo arranque da segunda temporada no Milan, agora com Ruben Amorim ao leme, mas também fala de Cristiano Ronaldo e de José Mourinho.
«Sempre quis continuar. Podia ter renovado logo em novembro, mas tinha dito ao clube que queria esperar para ver como me sentia, para perceber se ainda teria o mesmo desejo e motivação. A temporada não terminou da melhor maneira, mas, depois de conversar com o novo treinador e a direção do clube, mostraram-me que querem que eu seja uma parte muito importante do novo projeto. Isso também pesou na decisão de continuar», começa por destacar.
Uma temporada em que os rossoneri , adversários do Benfica na Liga Europa, apontam para o regresso aos títulos, com principal foco na Série A. «O Milan tem sempre de pensar em ganhar títulos pela história que tem, mas temos de ir passo a passo. Temos um novo treinador, houve muitas mudanças e vamos ver. Começámos bem, o que é sempre importante quando chega alguém com novas ideias, mas isto é só o começo. O desejo de todos é vencer algum título», comentou.
Tal como Cristiano Ronaldo, Modric já passou a barreira dos quarenta e o final da carreira é sempre um assunto em qualquer entrevista. «Parece que existe essa ideia que, ao atingir uma certa idade, temos de nos retirar, mas não concordo. Sinto-me bem e amo o que faço há mais de trinta anos. Quando se faz algo que se ama não considero trabalho. Sei que o fim se está a aproximar, mas não sei se será no final desta época ou depois. Tento aproveitar o presente e ver o que o meu corpo me diz», refere.
Um carreira longa, tal como a do antigo companheiro Cristiano Ronaldo, com quem jogou, no Real Madrid, ao longo de seis temporadas, entre 2012 e 2018. «É um monstro, um fenómeno. Não tenho dúvidas que vai alcançar essa marca [mil golos]. Tudo o que fez e continua a fazer, a maneira como compete, dando tudo de si, é admirável. Tenho um carinho por ele por tudo o que fizemos no Real Madrid. Por isso, espero que alcance essa marca o mais rapidamente possível. Tenho a certeza que o vai conseguir. Não sei por quanto tempo mais ele vai querer continuar a jogar, mas vai continuar a marcar golos mesmo se quiser seguir até os 50 anos», referiu.
Os dois «veteranos» cruzaram-se na fase final do Mundial 2026, no jogo em que Portugal eliminou a Croácia (2-1), nos 16 avos de final, num jogo que ficou marcado por um lance polémico nos instantes finais do jogo.
«Foi uma frustração enorme perder daquela maneira. Fomos melhores, sobretudo na segunda parte. Relativamente à tecnologia, acho que é boa em alguns aspetos, mas é mal utilizada e a favor de quem é mais forte. Não gosto de falar sobre estas coisas, mas não foi apenas o golo anulado no final. Houve um penálti a favor de Portugal que o árbitro disse-nos que não tinha visto nada e ambos os jogadores se estavam a agarrar. O VAR só deve intervir se for um erro 300 por cento claro.
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