Clientes em Portugal entre os primeiros a ter acesso à nova ‘stablecoin’ da Revolut
Os clientes da Revolut em Portugal , Dinamarca e Polónia são os primeiros a ter acesso à nova ‘stablecoin’ da ‘fintech’, a EURR , num lançamento faseado que deverá ser alargado a outros mercados europeus ainda este ano.
Num comunicado divulgado esta quarta-feira, a empresa explicou que a EURR é emitida pela Bridge, empresa da Stripe, e está integrada na aplicação da Revolut , permitindo aos clientes elegíveis utilizar um ativo denominado em euros e movimentá-lo entre euros e criptoativos.
Bison lança 1.ª stablecoin portuguesa ligada ao euro e dólar Ler Mais A ‘stablecoin’ foi concebida para manter um valor de um euro e é garantida por reservas mantidas e geridas pela Bridge Building, de acordo com os requisitos regulamentares aplicáveis do regulamento europeu.
A EURR será suportada por várias redes ‘blockchain’ e carteiras externas, segundo a Revolut, que considera o lançamento o primeiro passo de uma estratégia mais abrangente no segmento das ‘stablecoins’.
A empresa pretende desenvolver outras ‘stablecoins’ noutras moedas, através de vias regulatórias distintas, e prevê um lançamento mais abrangente da EURR no Espaço Económico Europeu (EEE) ainda este ano , sujeito à preparação operacional, de produto e regulamentar.
As ‘stablecoins’ são criptomoedas projetadas para manter um valor estável, geralmente associado a uma moeda fiduciária tradicional, que unem a velocidade e segurança da tecnologia ‘blockchain’ com a estabilidade de moedas comuns.
Stablecoin com euro junta 37 bancos.
Nenhum é português Ler Mais Em maio, a presidente do Bando Central Europeu (BCE) questionou a necessidade de replicar instrumentos desenvolvidos noutros lugares, numa referência às criptomoedas ‘stablecoins’, mesmo denominadas em euros, referindo que podem implicar riscos para a estabilidade financeira e obstruir a transmissão da política monetária .
Lagarde advertiu que as ‘stablecoins’ podem levar ao enfraquecimento da confiança, transmitir ‘stress’ aos mercados de ativos subjacentes ao desencadear pedidos de reembolso em massa, um risco que cresce à medida que aumenta o uso das ‘stablecoins’, particularmente quando os emissores não são bancos, acrescentando que, em casos de instrumentos emitidos conjuntamente por entidades da UE e de fora do bloco, os investidores buscarão retirar os seus fundos onde as proteções sejam mais sólidas em caso de uma corrida bancária.
A Revolut afirma ter mais de 80 milhões de clientes particulares em todo o mundo e mais de 16 milhões de utilizadores de criptoativos.
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