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"Basta!": como o cerco a Infantino continua a apertar

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"Basta!": como o cerco a Infantino continua a apertar

Mikaël Silvestre, Emmanuel Petit, David James e a atleta Lucy Bronze são quatro nomes que nunca partilharam o mesmo balneário. Desta vez, tinham algo para partilhar – em ambos os sentidos da palavra. Uma visão, um desagrado e a ideia de que o tempo para Gianni Infantino estar à frente da FIFA chegou ao fim. Sob o lema “Basta!”, um grupo de antigos e atuais jogadores publicou nas redes sociais uma declaração de contestação à liderança de Gianni Infantino na FIFA – com Silvestre a iniciar a publicação na rede X. O documento tem um peso particular: vários dos signatários desempenharam funções como embaixadores da FIFA no programa “FIFA Legends”, e Silvestre integra o Players’ Voice Panel da organização, um painel de 16 membros criado para aconselhar em iniciativas contra o racismo.

A lista de signatários vai além dos quatro nomes que abriram o manifesto. Robert Pirès, campeão do mundo com França em 1998, juntou-se a Petit no comunicado, tal como Didier Drogba, Juan Sebastián Verón, Emmanuel Adebayor e Claudio Pizarro.

No comunicado, os jogadores dizem partilhar das preocupações de “milhões de adeptos pelo mundo”, observando um futebol “que se está a afastar dos seus valores fundamentais” sob a atual gestão. Criticam a tomada de grandes decisões de forma unilateral , “sem que os jogadores fossem consultados ou considerados” e sem qualquer respeito pelos adeptos que sustentam o desporto. Declaram que “a mudança é necessária”, argumentando que o poder obscureceu a capacidade da liderança da FIFA de distinguir entre os seus próprios interesses e o que é melhor para o desporto. E apelam a uma “mudança estrutural” que dê voz real a jogadores e adeptos na gestão do futebol.

“Como jogadores, o futebol deu-nos tudo, e nós dedicámos as nossas vidas a ele. Entre nós, jogámos nos seus maiores palcos e vestimos as nossas camisolas nacionais com orgulho. Mas sabemos que nenhuma das nossas conquistas teria sido possível sem os adeptos, cuja paixão e dedicação são a base deste desporto. Partilhamos exatamente as mesmas preocupações que os milhões de adeptos em todo o mundo. Tal como eles, temos visto o desporto que amamos afastar-se dos seus valores fundamentais sob a atual liderança da FIFA”, lê-se no comunicado.

“Há já demasiado tempo que assistimos a decisões importantes a serem tomadas sem que os jogadores sejam consultados ou tidos em conta, e sem qualquer consideração pelos adeptos que sustentam este desporto. É necessária uma mudança. O poder obscureceu a capacidade da atual liderança de distinguir entre os seus próprios interesses e o que é melhor para o futebol. Os acontecimentos recentes tornaram o silêncio impossível. Basta”, acrescentam.

O novo projeto de Gianni Infantino: “vender” o Mundial (e com familiar de Trump entre os interessados)

A reação foi imediata e devastadora: a UEFA foi a principal opositora e chegou a anunciar que as suas 55 associações não participariam nas competições da FIFA enquanto o plano permanecesse em discussão. A Concacaf e a AFC também manifestaram resistência. O projeto durou 72 horas .

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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