Dono da Zara fez negócio da China na REN
O dono da Zara, Amancio Ortega, fez um excelente negócio com a venda da sua posição na REN – Redes Energéticas Nacionais ao Estado português por um total de 380 milhões de euros.
Entre a sua entrada, em julho de 2021, até à sua saída, em meados de agosto, as ações valorizaram 50% para mais de 3,5 euros.
Mas o negócio não fica por aqui: o Estado ainda teve de pagar um prémio de 55 milhões de euros para comprar a participação.
Tudo junto, Amâncio Ortega encaixou mais de 160 milhões de euros no espaço de cinco anos, que contrasta com os 214 milhões de euros (preço de cotação na altura) que poderá ter pago pela entrada.
O encaixe total representa quase 75% do valor que terá sido pago em 2021.
Para comparar, a China State Grid pagou 387 milhões de euros em 2012 para comprar 25% do capital e tornar-se a sua maior acionista, isto durante a intervenção da troika.
“É mais uma ferramenta para defender o interesse publico numa empresa essencial para defender o sistema energético.
Já podíamos influenciar a partir de fora.
Vamos aumentar a capacidade do Estado de influenciar a partir de dentro”, afirmou a ministra do Ambiente e da Energia esta semana no Parlamento.
Sobre o impacto na fatura da eletricidade, afirmou: “para diminuir o preço temos de aumentar a percentagem de solar e renováveis, de mais baixo custo do que outras tecnologias, é preciso fazer rapidamente investimentos necessários.
É uma questão de tempo.
É mais uma ferramenta para influenciar por dentro decisões para o nosso país”.
O Estado português garante manter boas relações com o maior acionista, a estatal chinesa China State Grid.
“Um dos acionistas é uma empresa pública chinesa.
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