Chega entregou nova proposta para constituição de comissão parlamentar de inquérito a Luís Neves
O Chega entregou na Assembleia da República, esta sexta-feira, 18 de setembro, um novo requerimento para a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) sobre a atuação de Luís Neves como diretor da Polícia Judiciária.
Segundo a agência Lusa, a nova proposta mantém o intervalo temporal e especifica mais o objeto do inquérito.
Na passada quinta-feira, André Ventura reuniu-se com o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, depois do requerimento do Chega para a criação da CPI ter sido recusado no dia anterior, conforme noticiou o DN.
Chega insiste numa nova CPI a Luís Neves, mesmo tendo de mudar o requerimento: "quem fica a perder é o país" Em termos temporais, o Chega mantém que a investigação abranja os anos todos em que Luís Neves foi diretor nacional da PJ, entre 2018 e 2026.
Quanto ao objeto, especifica mais as matérias alvo de investigação.
O Chega quer "apurar os procedimentos e decisões adotados no âmbito da Polícia Judiciária" por Luís Neves , explicitando em 11 alíneas essas ações.
O partido liderado por André Ventura quer verificar os procedimentos internos quanto à entrega e destino de bens apreendidos no âmbito da investigação Pacoba ; apurar se houve "condicionamento ou interferência na atividade jornalística" na sequência investigação jornalística às obras efetuadas pela ConstruBarcelos no imóvel de Luís Neves no Alentejo e avaliar procedimentos adotados pela PJ relativamente à "apreensão, guarda, custódia e destino de uma carteira de criptoativos, designadamente bitcoins , que acabou por desaparecer".
O Chega pretende ainda analisar todos os procedimentos internos adotados relativos à apreensão e "posterior desaparecimento de cerca de 200 armas" ; investigar a utilização de veículos automóveis afetos à atividade operacional da PJ; aferir a fuga de informações sensíveis sobre a identidade de inspetores da PJ e agentes do SIS e avaliar possíveis conflitos de interesses entre Luís Neves e entidades prestadoras de serviços à Polícia Judiciária.
Além disso, explicita que quer analisar os contratos adjudicados à Construbarcelos; avaliar se houve ou não conflitos de interesse na contratação da empresa para a realização de obras particulares na casa de Luís Neves e saber quais foram as "orientações gerais de gestão e de fiscalização da atividade de gestão da Polícia Judiciária entre 2018- 2026.
Finalmente, propõe "apurar se, na sequência do afastamento da Polícia Judiciária da investigação da Operação Influencer, a tutela da Polícia Judiciária terá questionado o Diretor Nacional Luís Neves sobre quais as explicações lhe foram dadas para uma tal decisão", lê-se no requerimento.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.