PS exige reforço de meios em Almada para garantir IVG
O Grupo Parlamentar do PS questionou o Governo sobre a suspensão da Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) no Hospital de Almada e exigiu um reforço urgente que garanta uma resposta atempada às mulheres que recorrem a este serviço.
A iniciativa parlamentar surge na sequência do reconhecimento por parte da Unidade Local de Saúde Almada-Seixal, da qual faz parte o hospital, de dificuldades na resposta e do recurso a um protocolo com um estabelecimento externo ao Serviço Nacional de Saúde para assegurar temporariamente a realização de IVG.
No documento dirigido à ministra da Saúde, os deputados questionam quais foram as razões concretas que determinaram a suspensão da resposta à Interrupção Voluntária da Gravidez no Hospital Garcia de Orta, em Almada, no distrito de Setúbal, e desde quando o Governo tinha conhecimento das dificuldades existentes.
Os deputados socialistas exigem ainda saber que medidas estão a ser adotadas para reforçar os recursos humanos da ULS Almada-Seixal, e qual o prazo previsto para a retoma da realização de IVG no hospital.
Por outro lado, os socialistas querem também garantias de que o protocolo com o estabelecimento externo é efetivamente temporário e questionam o Governo sobre o impacto da solução atualmente adotada no acesso equitativo à IVG, nomeadamente para as mulheres com menores recursos económicos ou dificuldades de mobilidade.
“Qualquer alteração na organização da resposta pode criar obstáculos adicionais às mulheres , nomeadamente através de deslocações, novos procedimentos de agendamento e maior complexidade na articulação entre cuidados de saúde primários, hospitalares e entidades externas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.