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“Não foi possível chegar a acordo.” Trabalhadores do INEM admitem “aproximações”, mas greve é para manter

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“Não foi possível chegar a acordo.” Trabalhadores do INEM admitem “aproximações”, mas greve é para manter

Os trabalhadores do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) vão manter os dois dias de greve para 14 e 28 de setembro , em protesto contra o modelo de reorganização do dispositivo de emergência, revelou esta quarta-feira o presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH), Rui Lázaro, no final de uma reunião no Ministério da Saúde com o INEM, que contou com a mediação da ministra da Saúde, Ana Paula Martins.

“Não foi possível chegar a acordo” relativamente reorganização do dispositivo de emergência, resumiu o sindicalista.

INEM avança para greve a 14 e 28 de setembro Ler Mais Em causa estão a transferência da gestão de 54 ambulâncias de emergência médica do INEM para as Unidades Locais de Saúde (ULS) e a alteração do modelo das atuais 46 ambulâncias de suporte imediato de vida (SIV) para passarem a ser viaturas ligeiras de emergência .

Medidas apresentadas pelo conselho diretivo do INEM e que o sindicato contesta.

Apesar da falta de acordo, Rui Lázaro admite que houve “aproximações” durante a reunião, que juntou os representantes dos trabalhadores, a direção do INEM e a ministra da Saúde.

“ Tivemos nesta reunião a oportunidade de clarificar e de fundamentar as preocupações que estão transpostas nas nossas reivindicações” , afirmou.

Segundo o presidente do STEPH, também o Governo e o conselho diretivo do INEM tiveram oportunidade de explicar a sua posição e de se aproximar das preocupações manifestadas pelos trabalhadores.

“Afinal, tal como nós suspeitávamos, queremos todos que o INEM continue a dar a resposta que faz de bem e que saia reforçado” , indicou.

Ainda assim, as divergências sobre o futuro do dispositivo de emergência não foram ultrapassadas.

“Existiram aproximações.

Contudo, não foi possível chegar a acordo” , disse.

Entre os pontos em que o sindicato identifica avanços está a questão da “alocação das 56 ambulâncias” de emergência médica às transferências hospitalares , solução que os trabalhadores contestam.

Rui Lázaro referiu também “aproximações” relativamente à proposta de “transformação das ambulâncias SIV em viaturas ligeiras de emergência” , outra das medidas que o STEPH rejeita.

O processo negocial deverá, contudo, prosseguir nos próximos dias.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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