Atropelamento em Albufeira. Louen "fala pouco", continua em estado grave
A s duas jovens que ficaram em estado grave na madrugada de terça-feira, na sequência de um atropelamento, em Albufeira, no Algarve, continuam hospitalizadas.
Louen Castro, de 20 anos, é uma delas. O tio, Óscar Castro revelou ao Jornal de Notícias (JN) que a sobrinha continua internada em estado grave no Hospital de Faro.
"Está muito mal. Tem múltiplas fraturas na bacia, no sacro, no cóccix e tem algumas lesões da parte urológica e ginecológica. Os médicos informaram-nos que as próximas 24 a 48 horas são cruciais", contou.
Louen, que é filha de emigrantes no Luxemburgo e estava de férias em Albufeira pela primeira vez "está consciente, mas fala pouco. Está muito medicada".
O tio lamenta o desfecho de uma semana de férias que prometia ser "espetacular" e transformou-se num "inferno logo no primeiro dia".
Ontem, marcou presença em frente ao Tribunal de Albufeira, com o irmão e pai de Louen a "exigir justiça".
Porém, o desfecho do primeiro interrogatório judicial ao autor do atropelamento que na madrugada de terça-feira fez 16 feridos, entre os quais a sobrinha não foi o esperado, uma vez que o mesmo foi suspenso ao final da tarde. O ato processual será retomado na manhã desta quinta-feira, 27 de agosto.
O homem indiciado por seis crimes, entre os quais homicídio qualificado, na forma tentada, e condução perigosa.
Entre as 16 pessoas atropeladas pelo português, de naturalidade angolana, de 35 anos, estão dois militares da GNR, vários civis portugueses mas também de nacionalidade estrangeira, como é o caso de um polaco, vários espanhóis e uma jovem irlandesa.
Ao Blick , dois jovens suíços, de 18 e 19 anos, que preferiram manter o anonimato, contaram o que viram. Vivem em Friburgo e estavam de férias em Albufeira quando tudo aconteceu. Escaparam por pouco do atropelamento na rua da Oura.
"Estávamos a poucos metros de distância", contaram, acrescentando que o mais velho "esquivou-se mesmo a tempo" de não ser apanhado pelo carro do suspeito.
Outros transeuntes, infelizmente, não tiveram a mesma sorte. "Vimos alguns deles a serem arremessados pelo ar". Em seguida, perderam o carro de vista. "Ouvimos tiros. Provavelmente da polícia", disseram ainda.
Hoje sabe-se que os tiros que ouviram eram mesmo da Guarda Nacional Republicana (GNR), que tentava travar o condutor e alertar os peões para o perigo.
Os jovens suíços prestaram ainda os primeiros socorros a uma das vítimas. Felizmente, esta não ficou gravemente ferida.
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