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Habitação: Acampada do Rossio permanece "de pé e firme"

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Habitação: Acampada do Rossio permanece "de pé e firme"

Cerca de uma centena de tendas mantêm-se esta segunda-feira erguidas na Praça D.

Pedro IV, em Lisboa, algumas já vazias e outras ainda com despertares de quem passou mais uma noite na acampada em protesto pelo direito à habitação.

A Lusa constatou que permanecem no local manifestantes nos pequenos iglus montados em parte da também denominada praça do Rossio, sob os olhares da estátua do rei D.

Pedro IV e as quatro figuras femininas que simbolizam as virtudes do monarca - prudência, justiça, fortaleza e moderação.

João Veloso, um dos porta-vozes da Acampada de Lisboa, explicou que a iniciativa de protesto, iniciada no sábado , “continua de pé” e que os participantes continuam com vontade de ali permanecer, mas só na assembleia popular das 19h00 se irá perceber “o que as pessoas pretendem fazer, como é que [se vai] continuar e quais é que vão ser as novas reivindicações”.

“Então, a acampada continua de pé e firme.

O que está em cima da mesa é uma nova lei do arrendamento que precariza o acesso à habitação, então, por isso é que nós saímos às ruas, nesse sentido de barrar essa nova lei do arrendamento ou até de revogar”, disse João Veloso.

De acordo com o jovem de 30 anos, durante a noite pernoitaram “cerca de 300/400 pessoas” na praça e agora durante o dia vão-se revezando nos seus afazeres, tendo em conta que nos dias úteis “é mais difícil” estar sempre presente.

“É ir, voltar e estar na acampada” , precisou João Veloso, explicando que, por ser operador de câmara, ainda consegue ir conjugando a presença no protesto, iniciado no sábado em Lisboa.

João Veloso contou viver em casa de familiares, devido ao “salário baixo” que aufere, e admitiu que, neste momento, sabe que saindo de casa vai “basicamente viver para pagar as contas”, daí fazer sentido toda a luta.

As pessoas que se encontram no Rossio são “muito diversas”, reconheceu, dando conta tratar-se de estudantes, trabalhadores, pessoas que neste momento não estão a trabalhar, e de diversas idades.

“Acho que é uma realidade muito diversa , pessoas que fazem parte de coletivos, outras que não fazem parte de nenhum coletivo, então vai aparecendo um pouco de tudo.

Pessoas com diferentes visões, com diferentes trabalhos, diferentes ‘backgrounds’ ”, adiantou, explicando que, no fundo, o objetivo é igual para todos.

“O que me leva, na verdade, [a estar aqui] é aquilo que está à vista de toda a gente.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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