MNE da UE discutem hoje na Irlanda novas sanções à Rússia e Médio Oriente
A reunião começa às 08h30 (locais, mesma hora em Lisboa) no condado de Wicklow, no leste da Irlanda – país que detém atualmente a presidência rotativa do Conselho da União Europeia (UE) – e Portugal vai estar representado pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.
Estão previstos três pontos de discussão: a guerra na Ucrânia, a situação no Médio Oriente e como reforçar a influência e o trabalho diplomático da UE no mundo.
No entanto, por ser uma reunião informal, não poderão ser tomadas decisões, servindo antes o encontro para uma troca de impressões e para avaliar o consenso que existe quanto a medidas que poderão ser aprovadas na próxima reunião formal, atualmente agendada para 12 de outubro, no Luxemburgo.
No que se refere à guerra na Ucrânia, os chefes das diplomacias da UE deverão discutir novas sanções contra a Rússia, depois de, em agosto, a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, ter prometido apresentar o pacote "mais ambicioso de sempre" contra Moscovo.
Os ministros deverão também voltar a discutir a possibilidade de se utilizarem ativos russos congelados na UE – uma medida bloqueada pela Bélgica, país onde se encontra a maioria dos ativos –, depois de Espanha, Países Baixos, Polónia e Suécia terem escrito uma carta a Kaja Kallas a pedir que essa solução volte a ser posta em cima da mesa.
O debate deverá também incidir sobre a resposta que a UE deve adotar perante as sucessivas incursões de drones no espaço europeu – e que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, já apelidou de "guerra híbrida" – e também em como garantir o abastecimento energético da Ucrânia durante o inverno.
Neste ponto, foram convidados para participar na discussão os ministros dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, do Canadá, da Noruega, da Suíça e da Islândia, além da já habitual presença do chefe da diplomacia da Ucrânia, Andrii Sybiha.
Relativamente ao Médio Oriente, os ministros vão voltar a discutir a guerra no Irão, numa altura em que os Estados Unidos têm apelado a que se exerça pressão económica contra Teerão, o que já foi saudado pela UE, que se disponibilizou a adotar novas medidas para garantir a liberdade de circulação no Estreito de Ormuz.
A situação na Cisjordânia vai voltar também a estar em cima da mesa, depois de, na semana passada, França, Alemanha, Itália e Países Baixos terem assinado uma declaração, em conjunto com o Reino Unido, Canadá e Noruega, na qual condenam os planos de expansão de colonatos israelitas na região.
É expectável que os ministros voltem a discutir a suspensão do comércio com os colonatos e também a imposição de sanções ao ministro da Segurança Nacional israelita, Itamar Ben-Gvir (extrema-direita), que no mês passado afirmou que se deveria matar seletivamente entre 30 e 40 palestinianos por dia na Faixa de Gaza, declarações que mereceram o repúdio de várias capitais europeias.
Portugal, assim como países como Espanha, França ou Irlanda, tem defendido a imposição dessas sanções.
Já no que se refere ao debate sobre o papel da UE no mundo, a presidência irlandesa do Conselho da UE indica que os ministros vão discutir "como trabalhar juntos e com parceiros internacionai
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