Criação de empresas de alojamento e restauração cai 11% até setembro
O setor do alojamento e restauração está entre os que registaram a maior queda na criação de novas empresas entre janeiro e setembro, com Aveiro, Madeira, Setúbal e Lisboa a liderarem as descidas, segundo o barómetro da Informa D&B.
De acordo com os dados divulgados hoje, nos primeiros nove meses deste ano foram criadas 3.496 empresas deste setor, o valor mais baixo desde 2021 e que corresponde a um recuo de 11% face ao mesmo período do ano passado.
No alojamento, foram constituídas 1.090 empresas no mesmo período em análise, uma descida de 16% face ao período homólogo.
Porém, como destaca a Informa D&B, esta quebra surge após um ano em que o número de constituições atingiu o registo mais elevado desde 2021.
Já a restauração apresenta sinais de abrandamento mais persistentes.
Entre janeiro e setembro de 2026, foram criadas 2.406 novas empresas de restauração, o que corresponde a menos 9,2% do que no período homólogo.
Depois de atingir um máximo anual em 2023, a criação de empresas na restauração recuou em 2024 e 2025, tendência que se mantém nos dados acumulados de 2026.
Analisando por distritos, mais de metade registam um recuo na criação de empresas de alojamento e restauração, "com destaque para Lisboa, o distrito que tipicamente concentra o maior número de constituições deste setor e que, desde o início do ano, caiu 13%, correspondendo a menos 137 novas empresas", segundo o mesmo barómetro.
A descida verificada em Lisboa deve-se, sobretudo, à restauração que registou um recuo significativo de 13% neste distrito.
No Porto a criação de empresas deste setor recuou 9,1%, em Aveiro 29,7%, Setúbal 14,4%, na Madeira 18,1% e no distrito de Faro 10,8%.
Em sentido contrário, verificaram-se aumentos em distritos com menor concentração de empresas, como Castelo Branco (+18 empresas), Beja (+16) e Vila Real (+3).
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Lusa | 16:05 - 20/10/2026
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