Novo quadro comunitário vai criar tensões entre Agricultura e Coesão
A arquitetura do novo quadro financeiro plurianual vai criar tensões entre a agricultura e a coesão, de acordo com governantes próximos ao processo.
“A E uropa não quer que haja uma boa relação entre Agricultura e Coesão”, gracejou o secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, Hélder Reis, apontando que esta será uma das consequências das mudanças do novo QFP: coesão e agricultura dentro do mesmo plano”.
“Há aqui um problema”, corrobora o ministro da Agricultura.
“De uma forma muito simpática o nosso excelente e competentíssimo secretário de Estado dizia que poderá haver aqui alguma tensão” , sublinhou José Manuel Fernandes, numa alusão à relação de amizade evocada anteriormente por Hélder Reis.
Ambos falavam no Parlamento, numa conferência sobre o próximo quadro financeiro plurianual (2028-2034) e recursos próprios, que decorreu esta terça-feira.
Portugal tem linhas vermelhas nos recursos próprios da UE Ler Mais “O dinheiro para Agricultura e Coesão está todo junto: 31,6 mil milhões de euros.
Ainda tem 900 milhões de euros para as migrações e mais de 900 milhões para o Fundo Social Climático.
Portanto, vai haver aqui uma disputa.
É evidente que vai haver uma disputa”, sublinhou o ministro da Agricultura.
Com base na sua longa experiência em negociações europeias, José Manuel Fernandes disse que “juntar o dinheiro é a melhor forma de esconder os cortes e poder chegar à Coesão e dizer ‘vocês ainda vão ter mais dinheiro porque se calhar a agricultura não executa’.
E chegam à agricultura e dizem: ‘aquela malta da coesão tem a regra N+3 e nunca executa.
Vocês podem executar o que eles não executam e há mais flexibilidade’.
A Política de Coesão continua a ser fundamental para nós”, frisou.
“ Teremos de sacrificar uma parte de um para promover o outro”, admitiu Hélder Reis, sublinhando que “há um conjunto de minudência que é preciso conhecer para poder repensar bem o futuro”.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.