Estudantes de Letras de Lisboa e juventude comunista denunciam “elitismo” do OE27
Face a proposta inscrita no Orçamento de Estado para 2027 para o aumento das propinas, a partir do seu descongelamento, para o ano letivo de 2027/2028, a Associação de Estudantes da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (AEFLUL) “repudia a decisão do Governo e denuncia a tentativa de elitização e privatização do Ensino Superior Público”.
Mais uma vez, refere aquele organismo em comunicado, “o Governo procura desresponsabilizar o Estado no cumprimento do seu papel no financiamento das Instituições de Ensino Superior (IES), função essa plasmada na Constituição da República Portuguesa”.
Nesta ótica, a AEFLUL, “juntamente com o Movimento Associativo Estudantil (MAE), vai mostrar nas ruas que o caminho escolhido pelo Governo é uma política que não serve os interesses nem dos estudantes nem do país.
No passado foram derrotados, serão derrotados mais uma vez!” O comunicado conclui dizendo que que “avaliamos que pela magnitude da sua relevância e pelo seu carácter convergente no Movimento Associativo Estudantil Nacional”, o assunto merece toda a divulgação possível.
Também a Juventude Comunista Portuguesa (JCP) “repudia veementemente a decisão do Governo de incluir como proposta no Orçamento do Estado para 2027 o aumento da propina já no ano de 2027/28.
O dito “descongelamento” e o “ajuste à inflação” nada mais são que truques para esconder o essencial.
O Governo quer aumentar as propinas, afastando ainda mais estudantes do Ensino Superior”.
O Governo, com o apoio do Chega e da IL e com a conivência da PS, tem avançado um brutal ataque à educação, nomeadamente ao Ensino Superior.
“A ambição de aumentar as propinas não vem como surpresa mas como confirmação do projeto da política de direita”, refere aquele organismo em comunicado.
A JCP recorda que foi sob proposta do PCP que “em 2016 foi aprovado o congelamento do valor das propinas de licenciatura e por força da luta dos estudantes que diminui até aos 697€.
Esta inconstitucional ambição do Governo, é mais uma afronta aos estudantes e ao ensino superior que se quer público, gratuito, democrático e de qualidade.
O caminho não é o do aumento, é o da gratuitidade”.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.