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Montenegro diz que não será "o pai da austeridade", mas exclui medidas que tornem o dinheiro mais caro

Diário de Notícias ·
Montenegro diz que não será "o pai da austeridade", mas exclui medidas que tornem o dinheiro mais caro

O primeiro-ministro foi confrontado por um jornalista esta tarde em Esposende, no final de uma homenagem aos antigos ministros Couto dos Santos e Oliveira Martins, sobre os impostos que recaem sobre os combustíveis, que fazem com que seja mais barato abastecer o depósito na vizinha Espanha.

Na resposta, o primeiro-ministro apontou para uma situação macroeconómica em Portugal mais favorável do que em Espanha.

"Em Portugal, temos uma situação económica e financeira que, no global de todos os indicadores, é mais favorável.

E eu não troco isso por nada.

Sabe porquê? Porque se eu trocasse isso por uma medalha destinada a premiar uma grande ajuda que eu pudesse dar hoje às famílias e às empresas portuguesas, significaria no futuro sacrifícios, cortes, aquilo que o país conheceu lá atrás como políticas de austeridade.

E há uma coisa que eu prometo aos portugueses.

Eu não vou ser o pai da austeridade.

Não vou mesmo.

De nenhuma maneira.

Eu estou aqui para cuidar do dia de hoje, mas também do dia de amanhã.

Com equilíbrio ", disse o Luís Montenegro.

Nesta comparação com Espanha, o primeiro-ministro foi ainda mais longe.

"Pergunte aos cidadãos do lado lá da fronteira, o que é que acham sobre a fiscalidade sobre os rendimentos do trabalho? O que é que acham sobre a fiscalidade do rendimento das empresas? O que é que acham sobre a perspetiva de terem de pagar a dívida e o déficit que estão a acumular? Eu eu não estou com isto a entrar numa polémica com o meu colega do lado de lá.

Do lado de lá faz-se o equilíbrio que se considera mais adequado.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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