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Jornal da meia-noite com o Martim Madeira. E Martim, o líder parlamentar do PSD deixa farpas à oposição, diz que José Luís Carneiro e André Ventura estão cada vez mais parecidos e impreparados para governar.
Na abertura da Universidade de Verão do PSD em Castelo de Vide, Hugo Soares acusou os líderes do PS e do Chega de estarem a navegar no populismo. Já em relação a José Luís Carneiro, Hugo Soares citou a entrevista que o líder socialista deu ao semanário "O Insurgente", na qual disse que ainda ninguém provou que há 1,5 milhão de imigrantes em Portugal. Lamenta que o líder do PS ponha em causa os dados de entidades oficiais, como por exemplo, o Instituto Nacional de Estatística. Já quanto ao líder do Chega, Hugo Soares critica que André Ventura continue a insistir na baixa da idade da reforma, diz que isto significa que se está a marimbar para o futuro dos jovens e, por essas razões, diz que nenhum está preparado para governar o país neste preciso momento.
Há, sobretudo, uma impreparação brutal na oposição em Portugal, nos dois maiores partidos da oposição, que de resto já o disse e queria aqui repetir, estão cada vez mais parecidos. Não é por acaso que votam tantas vezes juntos na Assembleia da República. Aquilo que eu tenho visto todos os dias, o deputado André Ventura e o deputado José Luís Carneiro, o deputado José Luís Carneiro e o deputado André Ventura. Todos os dias a navegarem no populismo e a demonstrarem uma total impreparação para serem alternativas do governo.
O secretário-geral do PSD lamenta ainda que Ventura já se tenha referido a uma taxa ilegal sobre os combustíveis. Sublinha que esta taxa já não é aplicada desde 2022.
André Ventura insiste na demissão do ministro da Administração Interna, defende que se o primeiro-ministro está comprometido com Luís Neves, então não tem autoridade sobre o país.
O líder do Chega disse que o partido já fez o que tinha a fazer ao falar com o presidente da República e a pedir uma comissão parlamentar de inquérito. André Ventura acusa o primeiro-ministro de não estar a controlar bem a situação sobre o ministro da Administração Interna.
O que se passa com Luís Neves é gravíssimo. Nós já fizemos a nossa parte. Lançámos uma comissão parlamentar de inquérito, pedimos ao Parlamento que faça um voto de exoneração do ministro Luís Neves. Falei com o presidente da República, pessoalmente, sobre a gravidade da situação. Se o primeiro-ministro, por qualquer motivo que eu desconheço, está comprometido, com algum grau de cumplicidade, e que não tem mão de autoridade sobre o ministro Luís Neves, então não tem autoridade sobre o país. Isto é mesmo uma questão central de democracia, não tem nada a ver sequer com partidarismo.
André Ventura alega que António José Seguro concorda com esta demissão.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.