MP reabre inquérito a morte de jovem em Abrantes. Quer analisar telemóvel
O Ministério Público (MP) decidiu reabrir o inquérito à morte de Viktoriia Katyukova, uma jovem ucraniana, de 25 anos, encontrada morta, em abril do ano passado, no rio Tejo, em Abrantes.
A reabertura do caso, depois deste ter sido arquivado há cerca de um ano, foi confirmada pela Procuradoria Geral da República (PGR), na manhã desta segunda-feira, 24 de agosto, ao Notícias ao Minuto .
A notícia foi dada, em primeira mão pelo Correio da Manhã . De acordo com o matutino, a mãe de Vika, como era conhecida entre a família e amigos, "não se não se conforma com a morte da filha e aponta uma série de falhas na investigação".
O requerimento de intervenção hierárquica, assinado pelo advogado José Paulo Pinho, que representa a mãe de Vika, não poupa nas críticas ao arquivamento do processo.
"Não basta investigar, é necessário investigar eficazmente. Não basta ouvir algumas testemunhas, é necessário esgotar todas as diligências possíveis. É indispensável demonstrar que nenhuma diligência útil ficou por realizar. O arquivamento constitui sempre a última solução possível. Nunca a primeira", lê-se no documento segundo o jornal.
E o MP concorda com ela. No passado dia 18 de agosto, a procuradora responsável pelo caso decidiu reabrir o caso para que "se proceda à análise do conteúdo do telemóvel da vítima" entre 1 de abril de 2025 a 16 de abril de 2025", véspera do dia em que apareceu morta.
O MP quer saber com quem falou Viktoriia nesse período, quer seja por chamada ou mensagens, assim como ter "acesso às contas digitais" da jovem. E, "na hipótese de serem encontradas mensagens ou comunicações suspeitas deverão ser identificados os respetivos interlocutores e proceder-se à sua audição".
Para a realização das diligências a magistrada determinou o prazo de três meses.
O corpo da jovem ucraniana, que estava desaparecida desde a noite do dia 8 de abril de 2025, foi encontrado num açude do rio Tejo, em Abrantes, por um pescador no dia 17 de abril desse ano. Perto do cadáver foi também encontrada uma mochila com 10 kg de pedras.
A Polícia Judiciária (PJ) esteve no local e concluiu que não havia intervenção de terceiros no óbito, por isso, propuseram ao MP o arquivamento do processo, o que veio a acontecer meses depois.
Porém, surge agora uma reviravolta no caso que pode trazer novas pistas sobre a morte de Viktoriia Katyukova, cuja autópsia ao corpo determinou que a causa da morte foi por afogamento.
Vika vivia em Lisboa, mas estudava em Abrantes. A última vez que foi vista, antes e aparecer morta, foi numa festa no Prior Velho, em Loures, pelas 20h do dia 8 de julho.
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