Trump à beira de um ataque de nervos
Roubei a ideia deste título a Pedro Almodóvar, ao seu conhecido filme “Mulheres à beira de um ataque de nervos” , cuja mensagem de fundo era a emancipação da mulher, sobretudo da tutela masculina.
Em Trump, pelo que se conhece, há muitas “emancipações” que já não vêm a tempo e o impedem de ser um presidente dos EUA com alguma decência.
Uma delas, a da fome pelo dinheiro , ou seja, a de que tudo em que mexe em política (vertigem transacional) é na mira do dinheiro, a qual se cruza com um grande EGO.
Não sei se se cruza ou se se entrecruzaram e não há “fármacos” que resolvam!! 1.
E, neste seu fio condutor, Trump não sabe, neste momento da Guerra com o Irão, para onde se virar, pois as saídas aparecem cada vez mais bloqueadas.
Redemoinha, redemoinha sobre si próprio e não sai do sítio, apenas ditos hilariantes, ou seja, a sua credibilidade torna-se cada vez mais estreita e pequenina aos olhos do Mundo e mesmo em grande parte dos seus apoiantes do Maga.
À beira de eleições intercalares, sem mísseis porque tinha poucos e os gastou muito cedo a bombardear o Irão, logo nos inícios da guerra de 28 de Fevereiro e sem capacidade de produção para os substituir, com uma crise energética mundial e interna por si criada em parceria com Israel na guerra contra o Irão e uma subida de preços que não abranda e traz muito descontentamento aos americanos, o ataque de nervos está à porta.
Não é o primeiro Presidente dos EUA a atolar-se.
Lembremo-nos do Afeganistão e do que está a acontecer nestes cinco anos de entrega do poder aos Talibãs, sobretudo com as mulheres, em que todos os direitos lhes são sonegados! A juntar a isto, surge ainda a baixa reserva estratégica do Petróleo que, segundo consta (Bank of America), é das mais baixas na história dos EUA.
A crise do diesel também é tema e, segundo alguns peritos, na Europa está pelas costuras.
Por este andar, ainda vai ter de encomendar (furando as suas próprias sanções) uns quantos petroleiros bem cheinhos à Rússia.
E tudo isto piora quando quase todos os dias aparecem notícias em revistas e jornais do mundo inteiro e em alguns dos mais prestigiados no seu país sobre o seu mais directo adversário, a China, que nada abonam em favor do “sucesso” dos EUA.
Quase todos os dias aparecem notícias ou projecções sobre os avanços da China em detrimento dos EUA.
A projecção mais recente que li refere-se à energia nuclear civil em que a China deverá ser dominante no Mundo até 2030, em termos de capacidade instalada e produção, ultrapassando, deste modo, os EUA.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.