E se a próxima inovação da saúde for a liderança?
A saúde do século XXI enfrenta problemas demasiado complexos para continuar a ser liderada com modelos do século XX.
Precisamos de mais mulheres nos lugares onde se decide.
Mas precisamos, sobretudo, de uma nova forma de exercer a liderança.
Há um paradoxo que já não podemos ignorar.
As mulheres são a maioria da força de trabalho na saúde e nos cuidados.
Estão nos hospitais, na investigação, na academia, na gestão e na prestação de cuidados.
São uma parte essencial do conhecimento e da capacidade dos sistemas de saúde.
Mas, à medida que subimos aos lugares onde se definem estratégias e se tomam as grandes decisões, essa presença diminui.
É um dado importante, mas a questão não é apenas quantas mulheres chegam ao topo.
É se estamos a aproveitar todo o talento disponível e, sobretudo, se estamos a preparar a liderança de que a saúde do futuro precisa.
Talvez seja esta a discussão que nos falta fazer.
Durante décadas, liderar esteve associado a autoridade, hierarquia, controlo, capacidade individual de decisão.
Continuamos a precisar de líderes firmes.
Pessoas capazes de decidir, assumir riscos, definir prioridades, exigir resultados e responder pelas consequências das suas escolhas.
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