PSP/GNR: Sindicatos não recuam em protestos sem sinal concreto do Governo
O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), Paulo Santos, vai reunir-se com o Governo esta quinta-feira, juntamente com outras organizações sindicais da Polícia de Segurança Pública (PSP) e Guarda Nacional Republicana (GNR). Antes de reunir com o ministro da Administração Interna, Luís Neves, e restante equipa, Paulo Santos garante que estão prontos para a reunião com "responsabilidade e todo o sentido construtivo".
"Hoje, sabemos que esta reunião é para abordar a questão do suplemento da UNEF [Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras] - queremos ouvir. Mas estamos também focados naquilo que irá acontecer no dia 29, na próxima reunião, onde teremos uma abordagem global daquilo que foi o acordo celebrado em 2024" , afirmou, à entrada do Ministério da Administração Interna, em Lisboa.
"Ainda assim, continuamos com os nosso protestos marcados. É preciso que o Governo dê um sinal claro, conciso, preciso, concreto, que nos leve a recuar. Mas não temos essa perspectiva em cima da mesa", garantiu.
Questionado pela RTP Notícias sobre a expectativa para o valor do suplemento, respondeu: "Não sei qual é o valor, não sei qual é a proposta que o Governo vai avançar no dia de hoje [...] Vamos aguardar pelo dia 29 para perceber se o Governo está disponível a construir caminhos que nos levem a ir ao encontro daquilo que são as nossas reivindicações".
Quanto à eventual subida do suplemento do suplemento da UNEF, o líder sindical considera que 160 euros de aumento não seria suficiente, apontando que não é apenas só valor que importa: "Estão em causa também outras variáveis, que já fizemos chegar ao Ministério da Administração Interna, porque este suplemento obedece a um conjunto de requisitos que importa considerar. Vamos ouvir o que o Governo tem para dizer".
Recorde-se que esta semana a ASPP e a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), duas das estruturas que assinaram o acordo, anunciaram um ciclo de protestos conjuntos por considerarem que as promessas de revisão salarial e de carreiras não foram cumpridas.
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