Carros modernos possuem equipamentos caros que poucos usam
Entre o equipamento de segurança destinado a proteger os ocupantes de acidentes, às soluções destinadas a evitar que estes acidentes ocorram, passando por aquelas que visam proteger os peões e ciclistas que se aproximam pela frente ou pela traseira, ou evitar que os condutores embatam no carro na frente quando este trava repentinamente quando estão distraídos, os automóveis modernos estão carregados de equipamento que aumentam o conforto ou ajudam a salvar vidas, reduzindo o número de acidentes, bem como os danos que estes provocam. Mas sucede que muitos condutores não utilizam estes equipamentos para evitarem ser incomodados.
Um estudo levado a cabo pela Censuswide, questionou 1350 condutores britânicos durante o Verão de 2026, tentando saber que equipamentos de segurança e de ajuda à condução utilizavam regularmente e quais os que desligavam para que não beliscassem o conforto com avisos sonoros constantes, vibrações no volante ou chamadas de atenção luminosas. Mesmo os sistemas de utilidade indiscutível, como por exemplo os que se destinam a chamar atenção quando a sonolência começa a estar presente, colocando em risco quem vai a bordo, bem como os circulam em sentido contrário, não faltam os condutores que optam por desactivar os avisos.
O estudo foi encomendado por grupo Dick Lovett, um dos maiores destinados ao retalho no Reino Unido, que concluiu que, apesar de conduzirem veículos com cruise control adaptativo, 25,9% dos utilizadores preferem desligá-lo. E há mesmo 7% que nem sabem como ligá-lo, mesmo se necessitassem dele.
O muito útil sistema que mantém o carro ao centro da faixa de rodagem, precavendo acidentes por distração, ou até a travagem de emergência, que trava o carro para evitar embates mesmo quando quem vai ao volante não está atento, não são devidamente valorizados. Só assim se percebe que 18% dos condutores desliguem o primeiro e 21,3% desactivem o segundo.
Sistemas como os assistentes de voz, cada vez mais funcionais e eficientes, vêem 17,8% dos utilizadores não o utilizarem, com 17,1% a virarem as costas aos head-up display de realidade aumentada, com 7% a não saberem como funcionam ou como se ativam. Até um elemento claro de conforto, como os assentos com massagens, que não figuram entre o equipamento de série em 67,3% dos veículos, só são utilizados em 22,4% dos automóveis que os possuem.
Entre os equipamentos mais populares, destaque vai para algumas das soluções mais simples e baratas, como o Bluetooth (para ligar os telemóveis ao carro), apontados como imprescindíveis para 58,3% dos utilizadores, com 45,7% a admitirem que usam regularmente as câmaras de marcha atrás. 44,5% assegura que recorre ao sistema de navegação para chegar ao seu destino, mas apenas 27,3% usa os programas de condução, que tornam o veículo mais confortável e económico em alguns modos de condução, para noutros os tornar mais desportivo, rápido e “guloso” em combustível.
O estudo conclui assim que a maioria dos condutores na realidade paga equipamentos que não aprecia e não utiliza, alguns por não perceberem como funcionam ou como os podem ligar.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.